Por onde anda Lillian Witte Fibe? Primeira parceira de Bonner no JN leva vida discreta
Primeira parceira de William Bonner no Jornal Nacional, em 1996, Lillian Witte Fibe deixou a Globo em 2000 e passou por outros veículos, se afastando da telinha há quase 10 anos
Publicado em 04/09/2025 às 07:21,
atualizado em 04/09/2025 às 12:10
Um dos assuntos do momento é a saída de William Bonner do Jornal Nacional, que se dará em novembro. Ele se tornou âncora do noticiário em 1º de abril, tendo como colega uma jornalista que se afastou da telinha há alguns anos. Estamos falando de Lillian Witte Fibe.
Após trabalhar no jornalismo impresso, em veículos como Folha de S.Paulo, Gazeta Mercantil e Jornal do Brasil, ela estreou na televisão como comentarista econômica na Bandeirantes, em 1982. No mesmo ano, foi contratada pela Globo, onde se tornou repórter do Jornal Nacional.
Lillian começou a se destacar no final dos anos 1980, quando comandou o programa Globo Economia e se tornou comentarista dos telejornais da emissora, se destacando, inclusive, na cobertura do lançamento do famigerado Plano Collor, em 1990, quando discutiu ao vivo com a então ministra Zélia Cardoso.
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Ida para o Jornal Nacional e outros trabalhos

A jornalista aceitou convite de Silvio Santos e comandou o Jornal do SBT entre 1991 e 1993, voltando à antiga casa para assumir o Jornal da Globo. Em 1996, foi escolhida para ser a primeira mulher a ser apresentadora titular do Jornal Nacional, ao lado de Bonner.
"Ninguém topa fazer o JN achando que não vai haver expectativa. A expectativa, aliás, existe todo dia. O Brasil inteiro te observa e registra quando você sorri ou fecha a cara As pessoas comentam o penteado, a maquiagem, a roupa, o brinco. É inevitável, faz parte do trabalho. A maturidade profissional e pessoal pesa muito nessas horas", disse a jornalista em entrevista ao Estadão em 1997. "Foi tenso à beça. Mas a vida perde a graça sem desafios", completou, falando sobre o desafio de comandar o principal informativo da televisão brasileira.
Lillian ficou dois anos no noticiário, deixando a bancada em abril de 1998. Em meio a rumores de que ela queria trabalhar numa emissora no exterior, o então diretor da Central Globo de Jornalismo, Evandro Carlos de Andrade, declarou à Folha que ela "saiu porque quis", se negando a responder se procedia a informação de que havia um alto índice de rejeição à jornalista na apresentação do JN.
A profissional voltou para o Jornal da Globo, onde ficou até 30 de abril de 2000. Em seguida, apresentou o primeiro jornal feito exclusivamente para a internet brasileira, o Jornal da Lilian, no portal Terra. Foi lá que surgiu um dos primeiros vídeos nacionais viralizados, quando teve um ataque de risos ao final de uma edição ao noticiar a prisão de uma velhinha que carregava milhares de comprimidos de ecstasy em sua mala, enquanto seu namorado pensava ser Viagra.
Depois disso, ainda teve uma breve passagem pelo Canal 21, foi apresentadora do Roda Viva, da TV Cultura, entre 2008 e 2009 e integrou o time de comentaristas do quadro Meninas do Jô, do Programa do Jô, entre 2005 e 2016.
O que aconteceu com Lillian Witte Fibe?
O último trabalho de Lillian no jornalismo, até o momento, foi na revista Veja, onde ela tinha um blog e fazia transmissões ao vivo nas redes sociais, ficando no veículo entre outubro de 2017 e agosto de 2018.
Atualmente com 71 anos, a jornalista leva uma vida discreta, longe dos holofotes, fazendo trabalhos como palestras e eventos corporativos. Ela chegou a manter um perfil ativo no Instagram, mas não faz posts desde 2023.