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Muitos cortes e sem banho: como era assistir ao primeiro BBB na TV

A Globo exibiu a primeira edição do BBB entre janeiro e abril de 2002; saiba como eram os pacotes e como o público podia acompanhar o reality show na TV por assinatura


Marisa Orth apresentou brevemente o primeiro BBB
Marisa Orth apresentou brevemente o primeiro BBB

Quando anunciou que produziria o primeiro Big Brother Brasil, no início de 2002, a Globo provavelmente não imaginava que, 24 anos depois, o reality show estaria em sua 26ª temporada, se tornando um fenômeno de audiência e uma máquina de faturar dinheiro.

Se hoje acompanhamos tudo que acontece na casa mais vigiada do Brasil através de 13 câmeras no Globoplay, quem queria ficar por dentro do programa em 2002 tinha que se contentar em assinar o pay-per-view do BBB, que era disponibilizado pela Sky e pela Net, que ainda pertenciam às Organizações Globo, atual Grupo Globo - vale lembrar que, na mesma época, a principal concorrente das operadoras, a DirecTV, tinha parceria similar com o SBT para exibição da Casa dos Artistas, que rumava para a segunda edição.

Pacotes

Pouco antes da estreia, as operadoras começaram a vender os pacotes. Quem quisesse ver a transmissão completa do BBB, durante os 90 dias de confinamento, 24 horas por dia, pagaria R$ 45. O pacote para assistir à atração em um fim de semana custava R$ 16; para ver apenas 24 horas do reality, era preciso desembolsar R$ 10. Para se ter uma ideia, o salário mínimo, na época, era de R$ 180,00.

Além desses pacotes, a Globo e a Sky utilizaram o primeiro BBB para testar a TV interativa, que permitia consultar dados como curiosidades e o perfil dos participantes da atração.

Cortes

Muitos cortes e sem banho: como era assistir ao primeiro BBB na TV

No entanto, apesar do BBB já contar com 40 câmeras e 60 microfones naquela época, a transmissão do pay-per-view não era como nos dias de hoje, já que existia uma limitação dos canais e imagens disponíveis.

Além disso, um fato que acontecia até alguns anos atrás e gerava muitas reclamações, era que as imagens eram cortadas em momentos decisivos, como provas de resistência que valiam liderança e provas do Anjo, para não estragar a surpresa da exibição noturna na Globo.

A Folha de S.Paulo informou, em 16 de fevereiro de 2002, que um grupo de consumidores revoltados estudava processar a Sky pela exclusão dessas cenas. A abertura da ação foi propostas em um fórum no próprio site do BBB, mas não deu em nada. Na mesma reportagem, a emissora informou que foram vendidas mais de 35 mil assinaturas do pay-per-view.

O público ainda podia conferir meia hora de imagens do programa no Multishow, logo após a exibição do programa na Globo, e no site do reality, com imagens ainda incipientes numa época em que a banda larga mal estava começando a se popularizar no Brasil. Para assistir aos vídeos, era preciso instalar plugins como Real Player ou Windows Media Player no computador.

Mesmo com todas essas limitações, na época já surgiram os primeiros viciados em BBB, que ainda não tinham as redes sociais para comentar a atração.

A partir do BBB2, o único que foi exibido no meio do ano, também em 2002, o pay-per-view foi incrementado com imagens exclusivas dos banhos dos participantes, que não eram mostradas na primeira edição do programa.

Exibido entre 29 de janeiro e 2 de abril de 2002, inicialmente sob o comando de Pedro Bial e Marisa Orth - poucos dias depois, somente o jornalista permaneceu no comando da atração - o BBB 1 foi vencido por Kleber Bambam, marcando 59 pontos de audiência na final.

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