Memória

Pesadelo dos foragidos: 7 curiosidades do Linha Direta, que estreava há 26 anos

Segunda e mais famosa versão do Linha Direta estreava há 26 anos na Globo; programa ficou marcado por ter contribuído para a captura de centenas de foragidos da Justiça


Marcelo Rezende no Linha Direta
Marcelo Rezende no Linha Direta

Um programa que se tornou o pesadelo dos foragidos estreava há 26 anos, em 27 de maio de 1999. Era a segunda versão do Linha Direta, que teve uma breve passagem pela grade da Globo em 1990 e, recentemente, ganhou nova roupagem sobre o comando de Pedro Bial.

Confira abaixo 7 curiosidades sobre a atração:

Segunda versão

Pesadelo dos foragidos: 7 curiosidades do Linha Direta, que estreava há 26 anos

Pouca gente se lembra, mas originalmente o Linha Direta foi ao ar entre 29 de março e 24 de junho de 1990. A primeira versão tinha apresentação do jornalista Hélio Costa, criador do formato e era exibida às 22h30, após atrações como TV Pirata e Chico Anysio Show.

O programa reconstituía crimes reais, buscando solução para mistérios ainda não resolvidos. Com a exibição de fotos e dados sobre os suspeitos, o jornalístico incentivava os telespectadores a fornecer informações sobre tais foragidos.

Inspiração

A inspiração vinha de programas e séries norte-americanas, como Yesterday, Today & Tomorrow (NBC, 1989 a 1990) e Unsolved Mysteries (NBC, 1987 a 1997, e CBS, 1997 a 1999).

Apesar do foco em crimes, a primeira fase já abriu espaço para alguns casos que misturavam histórias sobrenaturais e mistérios, como o suposto caso de abdução alienígena A Máscara de Chumbo. Mesmo tendo ficado no ar por poucos meses, o programa conseguiu localizar diversos acusados.

De volta

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Oito anos mais tarde, em 1998, a Globo começou a estudar a volta do formato. Naquele ano, Marcelo Rezende entrevistou o serial killer Francisco de Assis Pereira, conhecido como Maníaco do Parque, como piloto do programa. A entrevista foi exibida no Fantástico e ganhou imensa repercussão, devido ao tom pesado da conversa. No total, foram sete meses de preparação para a estreia do programa.

No dia 27 de maio de 1999, a emissora estreou a nova versão do Linha Direta, às quintas-feiras, na faixa das 22 horas, no lugar do humorístico Zorra Total, que migrou para os sábados.

Na ocasião, Rezende deu declarações na imprensa, afirmando que não cometeria erros vistos na entrevista com o Maníaco do Parque, se referindo às críticas que havia recebido no ano anterior. O primeiro programa reconstituiu as mortes misteriosas de Paulo César Farias e Suzana Marcolino, atraindo grande atenção da mídia.

Investimento

Em cada programa, eram mostrados dois casos que permaneciam sem solução, convidando os espectadores a contribuírem com informações sobre os criminosos responsáveis por estes, através de linhas de telefone. A Globo disponibilizava uma central telefônica específica para atender os espectadores do programa, funcionando 24 horas por dia, sem interrupções.

Um grande atrativo da produção era o uso de reconstituições para simular o crime, mostrando detalhes do que havia acontecido. Ao todo, cerca de 150 profissionais eram necessários para a realização da atração.

Troca na apresentação

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Em agosto de 2000, Marcelo Rezende deixou a apresentação do jornalístico, sendo substituído por Domingos Meirelles, que seguiu até o final dessa versão. A partir daquele ano, a Globo passou a disponibilizar também um site para acolher as denúncias.

Edições especiais

Ampliando o escopo de pautas, mensalmente uma edição tinha tom diferente. A primeira variação era o Linha Direta – Justiça, reconstituindo crimes e tragédias históricas, como o os casos Doca Street, Chico Picadinho e Bandido da Luz Vermelha.

A outra edição especial exibida uma vez por mês era o Linha Direta – Mistério, trazendo casos sobrenaturais como A Maldição do Edifício Joelma, Experiência de quase-morte e Operação Prato.

Saldo positivo

A segunda versão do Linha Direta teve seu último episódio exibido em 6 de dezembro de 2007. Durante os anos de exibição, a Globo recebeu diversas condecorações por colaborar no combate ao crime, como a Medalha Tiradentes, maior honraria da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ). No total, mais de 380 criminosos procurados pela Justiça por crimes como assassinato, estupro e sequestro foram encontrados.

Diversos criminosos se entregaram à Justiça assim que souberam que seriam mostrados no programa, antes mesmo de suas edições irem ao ar, tentando evitar que seus crimes fossem exibidos em rede nacional.

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