Fase ruim

Há 13 anos apostando na baixaria, Casos de Família atravessa pior momento da história

Desde que mudou de horário, o programa vem patinando na audiência


Regina Volpato com plateia do Casos de Família, posando para foto segurando fichas e microfone
Em 27 de fevereiro de 2009, foi ao ar a última edição do Casos de Família com Regina Volpato - Divulgação/SBT

Há exatos 13 anos, em 27 de fevereiro de 2009, ia ao ar a última edição do Casos de Família sob a apresentação de Regina Volpato. A atual titular do Mulheres, da TV Gazeta, optou por deixar o comando do vespertino do SBT justamente quando o programa ganhou um estilo mais popular, passando a apostar em brigas e se igualando às outras atrações do gênero.

Volpato tinha o cuidado de não expor demais os participantes e lidava com as questões dos convidados sem dar um tom sensacionalista às pautas. Durante entrevista ao Programa do Porchat, em 2017, a apresentadora lembrou de como gostava de agir à frente do programa. "Eu consigo criar um clima de intimidade que a pessoa fala coisas que não precisa falar, e estou me beneficiando disso por ter o domínio da situação. Tinha que ter um certo senso de saber a hora de parar de perguntar", disse. A postura da comunicadora, inclusive, surpreendeu muita gente logo que o Casos de Família estreou.

Com a saída de Regina, a emissora de Silvio Santos testou várias apresentadoras, mas quem ficou com a vaga foi Christina Rocha, que mudou a forma de abordagem das histórias, como o dono do Baú queria. Apesar de não ter deixado a peteca cair até hoje, a loira não tem mais tantos motivos para comemorar como tinha há algum tempo, quando a atração rendia bons índices de audiência para o SBT.

Desde o fim de novembro do ano passado, o Casos de Família mudou de horário e passou a exibido mais cedo, às 14h20. Na época, a própria Christina mostrou descontentamento com a mudança. "Horário novo, vamos acostumar, minha gente. Horário chato, mas é o que tem pra hoje", disparou a apresentadora, enquanto encerrava uma live. Ao que tudo indica, os telespectadores fiéis do vespertino, que antes ia ao ar no fim da tarde, também não se adaptaram à nova grade de programação da emissora paulistana.

Desde que mudou de horário, Casos de Família patina na audiência

Com o horário novo, o Casos de Família atravessa sua pior fase e faz um verdadeiro estrago nas tardes do SBT. Antes da mudança, a atração costumava render média de 4 pontos de audiência para o canal de Silvio Santos, mas desceu a ladeira e vem amargando um resultado bem diferente do habitual.

Na última quarta-feira (23), por exemplo, o programa registrou apenas 1,7 ponto e se transformou na pior audiência do SBT durante todo o dia, rendendo menos até que Operação Mesquita (1,8) e as reprises do Conexão Repórter (1,9) e SBT Brasil (2,1).

Os dados do Kantar Ibope e que o NaTelinha teve acesso através de fontes apontam ainda que o SBT Notícias, jornalístico que antecede o Casos de Família, registrou uma média de 2,5. O Fofocalizando, responsável por sucedê-lo, anotou 2,7 na capital paulista.

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