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Muito triste

Apresentadora do TV Fama diz que foi abusada sexualmente aos 13 anos

Alinne Prado relatou toda a história

Alinne Prado no Sensacional
Alinne Prado deu entrevista ao Sensacional - Foto: Reprodução/RedeTV!
Redação NT

Publicado em 01/10/2021 às 15:41:00,
atualizado em 01/10/2021 às 15:48:29

Alinne Prado, apresentadora do TV Fama, da RedeTV!, contou que sofreu abuso sexual aos 13 anos. Em entrevista para o programa Sensacional, exibida na última quinta-feira (30), a jornalista contou que era namorada de um criminoso do Morro do Dendê, no Rio de Janeiro, e acabou sendo vítima quando ainda era adolescente.

“É a primeira vez que estou falando disso. Meu primeiro namorado foi o primeiro homem que me olhou. Eu era uma menina, e ele era um cara de 27 anos, gerente de uma boca de fumo. Sofri dele todos os tipos de abuso, fui abusada sexualmente. E só entendi isso muito tempo depois, porque eu pensava que era normal", desabafou.

Alinne contou o assunto para seu pai e ele foi tirar satisfação com o bandido para proteger a filha. Porém, o criminoso não se intimidou e avisou que iria matá-lo. Isso deixou a apresentadora muito triste e traumatizada.

"Dentro de cada comunidade existe uma lei, funcionam de maneiras diferentes. Quando o meu pai foi buscar uma satisfação, tentando entender o que tinha acontecido, ele foi ameaçado de morte. Foi muito duro para mim e para a minha família inteira também", completou.

A comunicadora precisou buscar apoio da família e também da espiritualidade para poder superar o trauma. “Foi uma estrutura familiar que me deu muita base para eu conseguir sair. Essa estrutura familiar é espiritual”, contou.

"Não tenho uma religião, mas na época busquei essa espiritualidade muito forte dentro da igreja evangélica, que é a salvação de muita gente dentro das comunidades. Ali eu fui buscando e conseguindo mais força para sair e superar. E consegui", completou.

Alinne Prado revela o fim do bandido

A apresentadora do TV Fama não teve mais nenhum tipo de relacionamento com o criminoso e seguiu sua vida, estudando e trabalhando. Anos depois, já no jornalismo, soube que seu primeiro namorado não estava mais vivo. “Fui fazer uma cobertura e soube que acharam um corpo na Ilha do Governador, na entrada de uma comunidade, mas não era a que eu morava”, disse.

"Quando eu estava indo fazer a matéria e descobri o nome, era essa pessoa que anos atrás eu tinha me relacionado. Eu voltei, nem quis ir, não vi [o corpo]. Eu nem senti raiva, não senti nada, só muita pena. Muita pena por ter ido tão jovem", completou.




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