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Caso de 2018

Justiça condena Record por acusar inocente de matar e estuprar enteada de 2 anos

Cidade Alerta deu título inconsequente ao fato, diz Justiça

Luiz Bacci à frente do Cidade Alerta
Luiz Bacci já apresentava o Cidade Alerta em 2018 - Divulgação
Redação NT

Publicado em 23/10/2020 às 11:11:55

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a Record e o apresentador Luiz Bacci a indenizarem um padrasto acusado de estuprar e matar a enteada, de apenas dois anos, numa reportagem exibida em 19 de abril de 2018 no Cidade Alerta. Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo desta sexta-feira (23), o valor é de R$ 50 mil.

Na ocasião, o programa deu a seguinte manchete: "Criança é violentada e morta pelo padrasto". A reportagem exibia o nome e a imagem do padrasto, que teria violentado a enteada na cidade de Ferraz de Vasconcelos, em São Paulo.

Bacci classificou o padrasto como "monstro" e "cruel". Mas ele era inocente. A menina Lorena, revelou o laudo necrescópico, morreu em decorrência de uma grave infecção pulmonar. Os hematomas encontradas no dia de sua internação teriam sido causados por conta de uma queda durante uma convulsão.

Decisão ainda cabe recurso

Segundo a Justiça, a Record se "excedeu no direito de informar". O padrasto revelou à Justiça que nunca mais conseguiu ter uma vida normal e perdeu o emprego, além de sofrer uma série de agressões físicas por conta da Record.

O tribunal, aliás, não aceitou a defesa apresentada pela emissora. "A matéria noticiou um fato verdadeiro, com informações obtidas por fonte fidedigna (polícia civil) e de total interesse social", disse o canal de Edir Macedo.

A desembargadora Márcia Barone, relatora do processo, afirmou que a manchete da reportagem era autoexplicativa e tirou conclusões inconsequentes do fato. A Record ainda pode recorrer.



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