Triturando

Bolsonaro "faz justiça" ao dar menos dinheiro à Globo, diz Flor

Artista do SBT defende verba igual para emissoras com menor audiência; confira


Flor comenta demissão de artistas da Globo no programa Triturando
Flor comenta demissão de artistas da Globo no programa Triturando, do SBT

No Triturando desta quarta-feira (1o), Flor explicou por que a Globo demitiu artistas como Renato Aragão, Miguel Falabella e José Loreto. Para a artista do SBT, a emissora carioca não pode mais assinar contratos milionários porque perdeu a "ajuda" do governo a partir da eleição de Jair Bolsonaro

"Eles não estavam trabalhando, mas pelo que eu saiba a verdade é outra, gente. A Globo tinha uma grande ajuda, maior do que todas as emissoras, do governo antigamente, que agora está sendo dividida igualmente entre Record, Bandeirantes, SBT, e aí não dá mais para bancar salários milionários. A Justiça foi feita, não dá para bancar todo mundo. Que Deus abençoe, são grandes artistas”, disse Flor.

Uma frase de Flor chamou a atenção: "A Justiça foi feita", em relação à verba federal repartida "igualmente" entre as emissoras. O governo Bolsonaro alterou o método para dividir os gastos com publicidade na TV e desconsiderou a audiência de cada emissora.

A Globo, que detém mais de 50% de público da TV aberta, representou apenas 16,3% da verba da gestão Bolsonaro no ano passado (em 2017, detinha 48,5% dos recursos). Record e SBT, por sua vez, dispararam na distribuição de dinheiro do governo (42,6% e 41%, respectivamente), segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo.

Em 2019, o responsável por dividir a verba federal entre as emissoras era Fábio Wajngarten, chefe de Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social), alinhado aos interesses de Record, SBT, Band e RedeTV! (em 2017, por exemplo, convenceu as quatro emissoras a assinarem contrato com a empresa de aferição de audiência GfK sob o argumento de que o Ibope privilegiava a Globo; a parceria acabou no mesmo ano, e os canais foram ressarcidos).

Há duas semanas, a distribuição de publicidade do governo na TV aberta ficará a cargo de Fábio Faria, novo ministro das Comunicações e genro de Silvio Santos, dono do SBT (qualificação para chefiar a pasta, segundo o presidente). Apesar do suposto conflito de interesses, Faria prometeu dar a mesma atenção a todos os meios de radiodifusão.

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