Situação desconfortável

Repórter da CNN Brasil é atacada ao vivo e interrompe reportagem

Julliana Lopes preferiu parar de dar informações e foi elogiada pelos colegas

Repórter da CNN Brasil é atacada ao vivo e interrompe reportagem
Repórter da CNN Brasil interrompe reportagem após ataque ao vivo - Foto: Reprodução

Publicado em 27/05/2020 às 13:25:29 ,
atualizado em 27/05/2020 às 19:56:00

Por: Rogério Frandoloso

A CNN Brasil foi mais uma vez vítima de ataques políticos durante entradas ao vivo. A repórter Julliana Lopes interrompeu o link que fazia na manhã desta quarta-feira (27) após sofrer ataques enquanto falava da decisão do STF em dar um prazo para o ministro Abraham Weintraub prestar esclarecimentos.

Após o grito de um homem, que não foi possível entender o conteúdo, a repórter preferiu não seguir repassando as informações sobre o assunto e retornou aos estúdios do programa em Brasília, chamando por Larissa Alvarenga, que elogiou a atitude da colega. "Larissa, eu vou voltar agora com você no estúdio. Está difícil falar, daqui a pouquinho eu volto", solicitou a repórter.

"Tá bom, Ju, muito obrigada. A gente entende. A Ju está ali posicionada no Palácio do Planalto e muitas vezes apoiadores do presidente acabam atacando a imprensa e por isso, por uma questão de segurança, depois ela volta para falar com a gente", explicou Larissa, chamando por Reinaldo Gottino em São Paulo.

"Fez bem, fez muito bem. A gente está aqui para informar, para falar o que acontece de um lado e do outro. Nós [da CNN Brasil] não temos lado. Somos a favor da pluraridade, nós estamos aqui para ouvir as vozes importantes deste país, seja de qual lado for e é importante. As pessoas precisam se acostumar. Se fosse para ouvir um lado só não seria jornalismo, seria qualquer coisa menos jornalismo", emendou o âncora do programa CNN Novo Dia.

Globo também é alvo de ataques e toma decisão

A direção de jornalismo da Globo tomou a decisão de que seus profissionais não farão mais plantão na saída do Palácio da Alvorada, em Brasília. Os insultos destilados por apoiadores do presidente têm causado pânico nos profissionais da imprensa, de todos os lugares não apenas da Globo.

"Assim informamos por meio desta que a partir de hoje nossos repórteres, que têm como incumbência cobrir o Palácio da Alvorada, não mais comparecerão àquele local na parte externa destinada à imprensa", diz um trecho do comunicado feito por Paulo Tonet Camargo, Vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo.

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