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Contribuição

Vaquinha arrecada mais de R$ 100 mil em dois dias para mãe de criança morta por Suzy

Caso veio à tona nos últimos dias após reportagem de Dráuzio Varella no Fantástico

Dráuzio Varella, trans Suzy e mãe do menino
Dráuzio Varella abraçou trans e mãe de menino morto não gostou - Foto: Montagem
Redação NT

Publicado em 11/03/2020 às 09:17:00

O caso da transexual Suzy, que foi abraçada por Dráuzio Varella em uma reportagem exibida pelo Fantástico no dia 1° de março, ganhou um novo capítulo na última segunda-feira (9). Internautas criaram uma vaquinha virtual para ajudar a família de Aparecida dos Santos, mãe de Fábio, criança que foi morta pela detenta.

Criada pela página Caneta Desesquerdizadora, a campanha tinha como objetivo atingir a marca de R$ 20 mil em contribuição. Porém, dois dias depois, já foram arrecadados mais de R$ 100 mil. “Criamos uma corrente do bem para mudar a vida da Sra. Aparecida e sua família!”, publicou os idealizadores no site.

A página ganhou o nome de “Um abraço na mãe do menino que foi estuprado e morto pelo Suzy” e rapidamente passou a repercutir entre pessoas que seguem perfis e grupos políticos com ideologias de direita.

No texto que argumenta os motivos que fizeram a página criar a ação, os responsáveis pela vaquinha relembraram algumas falas da mãe do menino em entrevista ao programa Alerta Nacional, comandado por Sikêra Jr na RedeTV!.

“Pra mim foi um baque muito grande. Inclusive quando eu vi a matéria eu fiquei até com dor de cabeça. Eu estou tremendo até agora”, declarou a mulher. “Vamos mudar isso. Não podemos fazer o filho da Sra. Aparecida voltar, mas podemos ajudá-la a ter uma vida um pouco melhor”, explicaram os idealizadores.

Posicionamento de Dráuzio Varella

Vaquinha arrecada mais de R$ 100 mil em dois dias para mãe de criança morta por Suzy

O médico Dráuzio Varella divulgou na tarde de terça-feira (10), em suas redes sociais um vídeo se defendendo e também para pedir desculpas em razão da entrevista que repercutiu em todo país.

“Eu peço desculpas pra família do menino que foi involuntariamente envolvido no caso. Na matéria em questão, o foco era mostrar as condições em que vivem as transexuais presas. As estatísticas oficiais indicam que a imensa maioria delas está presa por roubo e furto. A maneira pela qual a Suzy foi apresentada, deu a entender que ela fazia parte deste grupo majoritário, por isso eu entendo a frustração de quem se decepcionou comigo”, afirmou.

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