História

50 curiosidades nos 50 anos do "Jornal Nacional"

Envolvendo mais de 600 profissionais, "Jornal Nacional" completa 50 anos no ar

50 curiosidades nos 50 anos do
Cid Moreira e Hilton Gomes na transmissão da primeira edição do JN - Reprodução

Publicado em 01/09/2019 às 07:01:00

Por: Taty Bruzzi

Neste domingo (1), o Jornal Nacional completa 50 anos no ar. Desde sua primeira transmissão até os dias atuais, foram muitas pautas. Momentos marcantes, curiosidades, e o envolvimento de cerca de 600 profissionais para colocar o telejornal no ar.

Destacamos 50 curiosidades. Confira!  

1 - O JN foi o primeiro telejornal ao vivo exibido em rede nacional.

2 - “O Jornal Nacional da Rede Globo, um serviço de notícias integrando o Brasil novo, inaugura-se neste momento: imagem e som de todo o Brasil”. Palavras ditas por Hilton Gomes que abriu o telejornal, ao lado de Cid Moreira, às 19h45 do dia 1º de setembro de 1969. 

3 - Diretor de Jornalismo da TV Globo na época, Armando Nogueira (1927 – 2010) criou a equipe formada por Humberto Vieira, Alice Maria, Sílvio Júlio, Amaury Monteiro, Aníbal Ribeiro, Alfredo Marsillac, Chucho Narvaez, José Andrade, Sebastião Azambuja, Evilásio Carneiro, Orlando Moreira, Ismar Porto, João Mello, Auderi Alencar, Jotair Assad e Antônio Ozéas, entre outros.

4 – Na primeira pauta da primeira edição, Armando Nogueira escreveu no alto da página a frase: “... e o Boeing decolou!”.

5 - Na época do seu lançamento, não era comum fechar uma edição de telejornal com o “Boa Noite!” dos apresentadores. Na verdade, deixava-se a notícia mais impactante para o final. Pioneiro, o JN foi quem mudou isso, apresentando as notícias mais fortes logo no início do telejornal e deixando as mais leves para o último bloco, encerrando com o sonoro “Boa Noite” dito por Cid Moreira. 

6 – Falando no âncora, Cid Moreira esteve na bancada do JN por 27 anos, participando da estreia e se desligando em 1996. 

7 – O apresentador disse “Boa Noite” para o telespectador cerca de 8.914 vezes. 

8 – Certa vez, Cid Moreira se atrasou e gravou apenas com a parte de cima do terno e uma bermuda. Na ocasião, era carnaval, ele estava retornando de Petrópolis e pegou um temporal na estrada. Em cima da hora, só deu tempo de o jornalista colocar o paletó e a gravata. 

9 – Outra curiosidade envolvendo o apresentador foi em agosto de 1987, quando ele quebrou o protocolo e encerrou o jornal de pé enquanto recitava o poema “José”, de Carlos Drummond de Andrade, homenagem ao poeta que havia morrido.

10 - Cid Moreira e Sérgio Chapelin dividiram a bancada do JN por 17 anos, de 1972 a 1983 e de 1989 a 1996. 

11 - Com a saída de Cid Moreira, William Bonner assumiu o posto que ocupa até hoje. 

12 - O JN conta com mais de 600 profissionais por trás do telejornal.

13 – Mais de 50 matérias são produzidas, sendo que menos da metade vai ao ar diariamente.  

14 – Anualmente, os repórteres recebem uma ajuda de custo para a compra de roupas e acessórios. Já os apresentadores podem usar os figurinos cedidos pela Globo. 

15 – William Bonner dá preferência por usar seus próprios ternos e suas gravatas. 

16 - O valor de um comercial de 30 segundo exibido nos intervalos do JN custa em média 300 mil reais. 

17 - A entrevista com Dom Eugênio Sales, exibida em 4 de agosto de 1972, foi a primeira em cores do JN.

18 – Antes de a emissora adotar o teleprompter, monitor usado para os apresentadores lerem a notícia, usava-se um mimeógrafo. Em entrevista ao jornal “O Dia”, Cid Moreira contou que nos dias mais quentes, o texto derretia por causa do calor, dificultando a leitura da notícia. 

19 - Quando o teleprompter chegou ao Brasil ainda era novidade e ninguém sabia usá-lo. Então, os espelhos que projetam os textos na altura dos olhos não foram colocados de imediato, obrigando os âncoras a olharem para cima enquanto liam, e seus olhos ficavam quase brancos na imagem. 

20 - Outra mudança que trouxe problemas para a edição foi a adoção do azul no cenário. Quando se usava o chroma key, às vezes a tonalidade se misturava aos cabelos grisalhos do Cid Moreira.

21 – Mãe do editor-executivo Odejaime de Holanda, durante muito tempo, a dona de casa Jandira foi uma das principais colaboradoras do Jornal Nacional. Perguntavam: “Será que a dona Jandira vai compreender e gostar do conteúdo?”.

22 - No dia 8 de julho de 1991, a meteorologia ganhou um quadro fixo tendo Sandra Annenberg como “Garota do Tempo”. 

23 - Em 1995, O JN criou uma editoria de comportamento que aproximava a TV do telespectador. 

24 - Em 1996, Cid Moreira e Sérgio Chapelin foram substituídos por Lilian Witte Fibe e William Bonner. Até esse ano, somente os jornalistas com as melhores vozes eram escolhidos para a atração. Porém, a direção resolveu colocar à frente da bancada profissionais que estivessem diretamente envolvidos na produção das notícias a fim de dar mais credibilidade ao conteúdo.

25 - Aliás, a primeira mulher a assumir a bancada do JN foi Witte Fibe, que estreou na edição do dia 1º de abril de 1996, ao lado de William Bonner.

26 – Em 1993, Renata Ceribelli invadiu os bastidores da redação do JN e revelou detalhes sobre o trabalho da equipe para colocar a atração no ar. 

27 - Fátima Bernardes estreou no JN em 1998 e permaneceu como âncora do telejornal até 2011.  

28 - Somente uma vez a bancada do telejornal foi ocupada por duas mulheres. O feito foi em 2014, quando Patrícia Poeta e Sandra Annenberg apresentaram a edição do dia 8 de março em comemoração ao “Dia Internacional da Mulher”. 

29 – Durante matéria sobre engarrafamento exibida em 1977, Glória Maria se viu diante de uma situação inusitada. O equipamento de luz da câmera estragou, obrigando a jornalista a gravar a matéria ajoelhada, sob o auxílio dos faróis dos carros servindo de iluminação.

30 – O Jornal Nacional já recebeu muitas críticas em torno de matérias eleitorais. Uma delas foi a respeito do comício da campanha pelas “Diretas Já”, ocorrido na Praça da Sé, em São Paulo, em 1984, que acabou não sendo noticiado. Na ocasião, Roberto Marinho, fundador da Rede Globo, justificou a atitude como uma precaução à “inquietação nacional”. 

31 – Durante a narração de uma matéria sobre a morte de um grupo de guerrilheiros da América Latina, Sergio Chapelin acabou pigarreando. Os militares que governavam o país na época acharam que se tratava de apoio aso rebeldes e exigiu explicações à Rede Globo e a emissora explicou que o apresentador estava apenas gripado no dia. 

32 - Em 1998, o JN foi alvo de críticas por ter dedicado 10 minutos do noticiário para falar sobre o nascimento da Sasha, filha da apresentadora Xuxa. O motivo era porque um importante leilão abalava a economia brasileira no dia. 

33 - Devido ao grande sucesso da novela mexicana “Carrossel”, no canal SBT, o Jornal Nacional mudou seu formato e passou a exibir mais reportagens investigativas e pautas sobre violência. 

34 - Em 1989, o jornal levou ao ar uma edição considerada tendenciosa com debate entre os candidatos à presidência Fernando Collor de Mello e Luís Inácio Lula da Silva. Collor aparecia em seus melhores momentos e ganhava um minuto e meio a mais de espaço do que Lula. Em 2004, o filho do Roberto Marinho, João Roberto, declarou à revista “Veja”: “É preciso ter em mente que aquela era a primeira eleição para presidente na era da televisão de massa. Não passa pela minha cabeça que os equívocos tenham sido cometidos por má fé, disse.

35 - Uma das matérias mais importantes já exibidas no telejornal foi a entrevista com Paulo César Farias (PC Farias), diretamente envolvido com o escândalo que pôs fim ao mandato de Fernando Collor na presidência da República.

36 – Quando ficou sabendo que o JN iria exibir uma matéria sobre ele no mesmo bloco em que trazia uma reportagem sobre as acusações de corrupção contra o senador paraense Jader Barbalho e o governador do Espírito Santo, José Ignácio, Anthony Garotinho entrou em contato com a produção do telejornal para pedir que isso não ocorresse. Curiosamente, por causa de uma falha técnica a matéria sobre Barbalho e Ignácio foi lida com a imagem do ex-governador ao fundo.

37 - Em 2000, o cenário do Jornal Nacional passou a ser na redação. A novidade foi um aquário de vidro, onde os apresentadoras se locavam, e de onde dava para ver a redação ao fundo do alto. 

38 - Exibida em 2001, a série “Fome no Brasil” se tornou uma das mais premiadas do país.

39 - Em 2011, o JN conquistou o Emmy na categoria “Notícia” com a cobertura das operações policiais na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão. 

40 - Em 2012, a jornalista Patrícia Poeta assumiu a apresentação a bancada do JN ao lado de William Bonner. 

41 - Erros acontecem durante qualquer programa ao vivo e o JN não está livre disso. Durante uma edição, William Bonner acabou se despedindo antes da hora, provocando uma situação engraçada.

  

42 – Depois de passar 39 dias internado, Tancredo Neves, o primeiro presidente do Brasil eleito pelo povo após 24 anos de ditadura militar, morreu antes mesmo de tomar posse, no dia 21 de abril de 1985. Apesar de ter caído em um domingo e ser dia do "Fantástico", um edição especial do JN entrou no ar e fez a cobertura, com 4 horas de duração e apresentada por Sérgio Chapelin.

 

43 – Cid Moreira já revelou durante entrevista que a primeira bancada no JN era feita de compensado leve e utilizavam gelo baiano na base para deixá-la firme. “Um dia, momentos antes do JN entrar ao vivo, no ar, o Saldanha levantou e tropeçou. Lembro que a bancada voou e os textos se embaralharam”, revelou. 

44 – Em novembro de 2002, Heraldo Pereira se torna o primeiro jornalista negro a apresentar o Jornal Nacional, aos sábados. 

45 – Em Fevereiro de 2019, foi a vez da  Maju Coutinho se tornar a primeira mulher negra a apresentar o telejornal. 

46 - Em cinco décadas, o telejornal teve 16 variações de logomarca.

47 - E 14 aberturas diferentes.

48 – O JN ganhou um novo cenário em 1996, mas sempre manteve o azul como cor predominante.

49 - No dia 14 de outubro de 2015, uma quarta-feira, o JN ficou atrás do ibope no RJ perdendo para a novela "Os 10 Mandamentos", da Record. Na ocasião, a novela marcou 22, 3 pontos enquanto que o noticiário atingiu 20,4 entre 20h28 e 21h07. 

50 - “Jornal Nacional – 50 anos de Telejornalismo" é o título do livro que será lançado em comemoração à data pela Globo Livros. A publicação reúne relatos de mais de 100 profissionais que fazem ou fizeram parte desta história. Entre eles, Cid Moreira, Sérgio Chapelin, Willian Bonner, Fátima Bernardes, Renata Vasconcellos e Maju Coutinho.    


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