Melhores do Ano
Falta pouco para o Melhores do Ano
00dias
00horas
00min
00seg
Que surto

Oficial de Justiça visita cemitério para intimar morto

Caso gerou revolta nos familiares


Cemitério em foto
Cemitério foi visitado por oficial de justiça - Foto: Reprodução/Internet

Um oficial de justiça foi a um cemitério de Dueré, no sul do Tocantins, para intimar uma vítima de latrocínio. O crime ocorreu em abril de 2022 e a vítima, Francisco de Assis Sousa, foi morta por dois homens que invadiram sua casa para roubar.

O oficial de justiça cumpria uma ordem do juiz Baldur Rocha Giovanni, da 1ª Vara Criminal de Gurupi. A intimação determinava que a vítima fosse intimada pessoalmente, e que, caso ela estivesse morta, o oficial intimasse o cônjuge, ascendente, descendente ou irmão dela para que executasse a sentença que condenou o réu ao pagamento de indenização mínima, no valor de 100 salários mínimos.

+ Viih Tube gera polêmica ao revelar quanto filha já faturou com publicidade

+ Globo vende direitos e Avenida Brasil ganhará versão internacional

Ao chegar ao cemitério, o oficial de justiça foi informado de que a vítima "reside" no local. Ele chegou a chamar duas ou três vezes pelo nome e até pelo apelido da vítima, mas confirmou que "o intimando encontra-se mesmo 'morto'".

O oficial de justiça então retornou à Central de Mandados de Gurupi e emitiu uma certidão atestando o ocorrido.

O crime de latrocínio ocorreu em 20 de abril de 2022. Francisco de Assis Sousa estava em casa quando dois homens invadiram o local com uma faca e o mataram para roubar um celular, uma televisão, uma moto e R$ 900.

Em 20 de setembro de 2023, um ano e cinco meses após o crime, o juiz Baldur Rocha Giovanni condenou o réu a 21 anos de prisão.

O caso chamou a atenção pelo fato de o oficial de justiça ter sido obrigado a ir ao cemitério para intimar uma vítima morta. A situação foi interpretada por alguns como um exemplo da burocracia do sistema judiciário brasileiro.

Familiares da vítima lamentam intimação

Os familiares de Francisco de Assis Sousa lamentaram a intimação da vítima. Em entrevista à imprensa local, a irmã da vítima, Maria de Lourdes Sousa, disse que a situação foi "dolorosa e absurda".

"É um absurdo que o oficial de justiça tenha que ir até o cemitério para intimar uma pessoa morta", disse Maria de Lourdes. "Isso só mostra a falta de sensibilidade do sistema judiciário."

O irmão da vítima, Francisco de Assis Sousa Filho, disse que a intimação causou ainda mais sofrimento à família.

"Foi uma situação muito triste", disse Francisco de Assis Filho. "Parece que tudo está sendo feito de forma automática, sem nenhum respeito às vítimas e às famílias."

Mais Notícias

Enviar notícia por e-mail


Compartilhe com um amigo


Reportar erro


Descreva o problema encontrado