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Home Office: Na quarentena, Emílio Boechat cria série digital com Bianca Rinaldi

Autor também escreveu o musical Silvio Santos vem aí

Home Office: Na quarentena, Emílio Boechat cria série digital com Bianca Rinaldi
Emílio Boechat é o criador da série digital da quarentena, Home Office - Foto: Divulgação

Publicado em 28/04/2020 às 21:15:32

Por: Daniel César

O autor do musical Silvio Santos Vem Aí, Emílio Boechat, não se deixou abater com a suspensão das apresentações de teatro no Brasil por causa da quarentena imposta pela pandemia do novo coronavírus e para manter o elenco da peça, com nomes como Bianca Rinaldi, criou a série digital Home Office, que será toda gravada da casa de cada um dos atores e que contará com participações especiais, incluindo até Carlos Lombardi.

Boechat explicou, em conversa com o NaTelinha, que levou um susto quando houve a suspensão das apresentações por causa da Covid-19. “Como o musical havia estreado há apenas 2 dias, ficamos todos muito assustados com a suspensão das apresentações. A verdade é que eu pessoalmente não havia me dado conta para a gravidade da pandemia do covid-19.  Só a partir daquele momento comecei a acompanhar tudo de perto. De qualquer forma, ficamos todos tristes e preocupados, não apenas por conta do vírus, mas também pelo fato de muitos ficarem sem o seu ganha pão, principalmente elenco e técnicos. Foi um baque enorme para quem trabalha no setor da economia criativa”, explicou.

Foi por causa deste período de quarentena que ele criou Home Office. “A série digital Home Office foi uma maneira que eu e minha mulher Marilia Toledo, autora, diretora e produtora de Silvio Santos Vem Aí encontramos para manter unido e ativo o elenco do musical, artistas de grande talento com quem criamos fortes laços de amizade”, detalhou Boechat.

Ele lembrou ainda que a série permitirá um trabalho mais autoral. “Há muito tempo eu pensava em um projeto para as plataformas digitais, feito sem amarras, com total liberdade criativa (coisa muito difícil quando se trabalha com TV aberta e mesmo com plataformas de streaming), mas não queria repetir o que já havia sido feito por outros produtores e artistas. Quando veio a pandemia, após participar de um encontro virtual com amigos, vislumbrei a possibilidade de criar um novo formato de áudio visual. Conversei com a Marilia e surgiu a ideia da série Home Office mostrando esse mundo onde as pessoas vivem sob a pandemia, trabalhando em casa, em isolamento social e as consequências dessa situação ímpar”, garantiu.

Após tirar tempo para discutir os caminhos da história, ele conta que escreveu rapidamente os diálogos. “Em um dia eu escrevi 30 páginas de diálogos e percebi que havia potencial naquela estrutura. Vélson D'Souza foi um dos primeiros a se juntar a nós. Com experiência em séries digitais que ele produziu de forma independente nos Estados Unidos ele se uniu à direção, produção e roteirização dos episódios. Diego Montez e Adriano Tunes também aceitaram o convite para escrever, além de atuar na série. Logo todo o elenco da peça se juntou a nós e fomos criando papéis para todos eles. Como nossa série não é transmitida ao vivo - os atores seguem um roteiro, são dirigidos e se gravam por celular em suas próprias casas - precisávamos de diretores, editores, artistas gráficos, trilha sonora etc” detalhou ele.

Bianca Rinaldi e Carlos Lombardi em Home Office

Boechat contou também que a série foi crescendo e ganhou a presença de diversos profissionais. “Assim outros profissionais foram somando-se a equipe. Meu filho Theo Boechat criou a logomarca da série e junto com João Paulo Oliveira criaram a parte gráfica. Law Tan fez a vinheta de abertura da série. André Miranda ficou encarregado da finalização dos episódios; Eduardo Pinheiro (sound design do musical) da mixagem de som; Diego Montez e Daniela Stirbulov (assistente de direção do musical) aceitaram dirigir um episódio. Convite aceito também por Marco França (diretor musical da peça) e pelo cineasta Pedro Coutinho. O autor Carlos Lombardi não só topou fazer uma participação especial como está mexendo no próprio roteiro do seu episódio. A Pombo Correio ficou encarregada da assessoria de imprensa. E todas essas pessoas estão trabalhando sem receber, por acreditarem no projeto”.

Além de Bianca Rinaldi, Diego Montez e Gustavo Daneluz, todos da peça Silvio Santos Vem Aí, a produção contará com nomes como Roney Facchini e Ivan Parente. Serão 10 episódios girando em torno de cinco a sete minutos, além de episódios bônus com participações de famosos, como Carlos Lombardi, novelista responsável por obras como Quatro por Quatro e Kubanakan e que está, inclusive, ajudando a escrever o episódio em que ele irá aparecer.

Emílio Boechat depois do Home Office

Se a série Home Office já está em vias de entrar no ar na próxima sexta-feira (1º) em todas as plataformas digitais, Emílio Boechat já está envolvido em diversos projetos. “Eu estava escrevendo um roteiro de longa metragem para a Paris Filmes, mas desde que começou o isolamento social nunca mais tive notícias sobre o projeto. Recebi convite de três produtoras sobre diferentes séries, mas ainda não fechei nada”, contou.

O roteirista adiantou ainda o envolvimento em uma produção. “De certo estou envolvido em outro projeto com o amigo Law Tan para produzir uma animação adulta com um humor ácido e crítico no estilo South Park. A animação trata de crianças que moram em um condomínio e que resolvem fazer uma banda. Ao modo delas, cada criança reflete a criação dos pais, pessoas diferentes como um operador do mercado financeiro, um militar, um militante de esquerda, um jornalista ambientalista e um bispo evangélico. Vamos usar esse microuniverso pra retratar esse mundo louco atual com muito sarcasmo e acidez.  É um projeto independente (e por isso temos total liberdade de criação), que vamos lançar em breve no Youtube” contou ele.

Boechat ainda detalhou “Tenho outros projetos como uma série com o Sandro Vieira chamada KARMA e outras duas com a Júlia Jordão chamadas PÉ NA TERRA e BESTA HUMANA. Mas quero investir cada vez mais em projetos independentes e de baixo orçamento que me deem liberdade criativa”, finalizou o roteirista.




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