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"Aprendi a ser atriz com a Bruna Surfistinha", diz Maria Bopp sobre série da Fox

Me Chama de Bruna chega a sua quarta e última temporada na Fox Premium


Maria Bopp
Maria Boop volta como Bruna Surfistinha em série da Foz - Divulgação

Produzida pelo Fox Premium, Me Chama de Bruna estreou sua quarta temporada na última sexta-feira (13). Protagonizada por Maria Bopp, a atriz disse em conversa exclusiva com o NaTelinha que torcia, mas não imaginava que a produção chegasse tão longe já que no Brasil as séries não costumam ser longas.

Em 2015, ela foi convidada para ser Bruna Surfistinha na TV e confessa que o projeto como um todo foi bem desafiador. Curiosamente, as cenas de nudez e sexo não foram sua maior dificuldade. "Foi uma barreira atravessada!”, comemora.

"Eu aprendi a atuar com a Bruna. Na pele dela, no Set, com os atores maravilhosos com os quais tive a sorte de trabalhar nesses quatro anos. Eu aprendi na marra, mesmo", diz Maria que tem formação em Audiovisual.

Segundo a atriz, a série lhe obrigou a encontrar pontos de ligação entre ela e o papel. "Me abri para este mundo novo, não julgar a personagem", dita. "A construção sofisticada de uma personagem, de uma história com tema tão polêmico", analisa.

Com direção de Calvito Leal e Duda Vaisman, além de novos personagens a atual temporada foca em uma Bruna em busca de uma vida normal e estável depois de ter chegado lá em cima e sofrido forte queda.

\"Aprendi a ser atriz com a Bruna Surfistinha\", diz Maria Bopp sobre série da Fox

"Nós confrontamos a Bruna com o fato de ela ser uma figura pública e a responsabilidade que ela tem com isso. E tocamos em temas que são espinhosos e complexos, mas muito importantes no Brasil de hoje", adianta Vaisman.

Exportada para mais de 50 países, Duda aponta como segredo para o sucesso da série explorar uma personagem da vida real para a ficção. "É uma personagem com a qual o público se identifica", opina.

"Ela erra muito, acerta, se joga nas histórias que vive. É uma personagem que não tem amarras e é conduzida de uma forma brilhante pela Maria Bopp”, elogia. “E o outro ponto é sempre tratar de temas que são muito relevantes para o momento que a gente vive", complementa um dos diretores.

Calvito Leal completa a fala do colega destacando, além de tudo, a mensagem que a história apresenta. "A jornada é ascensão x queda, mas não é amargo porque é uma pessoa encontrando a sua essência e o seu espaço na sociedade. Ela quer ser respeitada pelo que ela é, pela diferença dela e da forma que ela é", sinaliza.

Maria se tornou amiga da verdadeira Bruna Surfistinha

Sobre as mudanças que a atual temporada traz, Maria Bopp conta que ao invés de ousada, ela analisa a Bruna mais contida e com outras perspectivas, e afirma que o telespectador verá uma Bruna cujo interesse maior é largar a prostituição e formar uma família.

"Como qualquer prostituta da vida real", compara. "Conversei com muitas garotas e o discurso delas é sempre o mesmo, de que a prostituição não tem vida longa. Elas não se imaginam fazendo isso a vida toda", ressalta.

"E eu acho que esses questionamentos começam a surgir na cabeça da Bruna nesta quarta temporada. Eu não acho ela mais ousada, acho mais consciente, mais pé no chão", adianta a atriz.

Maria revela ter conhecido a Rachel Pacheco assim que foi chamada para interpretá-la na TV e as duas acabaram se tornando amigas nesses quatro anos. Entretanto, nega que ela tenha influenciado de alguma forma em sua atuação ou na série.

"Adoro a Rachel! É uma pessoa incrível, sensível, talentosa e que escreve muito bem. Eu gosto muito da sua presença e energia", elogia Maria. "Nesta última temporada, filmamos em São Paulo as últimas cenas e a Rachel apareceu de surpresa no Set para me dar um abraço e começamos a chorar. Tem muito carinho e admiração entre a gente", confessa.

Para compor a personagem-título, a atriz buscou referências em documentários e séries sobre prostituição, além do livro "O Doce Veneno do Escorpião", autobiografia escrita por Rachel Pacheco.

A protagonista diz ter assistido também ao filme "Bruna Surfistinha", tendo Deborah Secco como estrela principal, mas descarta qualquer semelhança entre sua atuação e a da atriz da TV Globo.

"Gosto muito do trabalho da Deborah [Secco], acho ela uma atriz absurda, mas a série é bastante diferente do filme. Tendo formatos diferentes, por consequência a minha Bruna é diferente da dela", opina.

Ao ser indagada sobre mudanças em sua vida depois deste papel, Maria volta a tocar no ponto de que se tornou atriz através da Bruna. Passados quatro anos, ela se sente mais madura e pronta para novos desafios.

"Vejo eu e a Bruna em uma curva, crescendo juntas, ela com a profissão dela e eu com a minha. Obviamente, como atriz eu me sinto mais confiante, mas tendo muito mais a aprender, com mais personagens para explorar", prevê.

A atriz adianta que a atual temporada é o desfecho de uma história que começou há quatro anos. Tanto que leu e releu o livro escrito pela Rachel mais de uma vez justamente por causa das mudanças da personagem durante esse período.

"Não se deve dizer nunca, talvez ela [Bruna] volte mais para frente, mas a princípio a gente vê como um fechamento", afirma. Para finalizar, Maria adianta ter novos projetos em vista. "Sim, tenho, mas nada a curto prazo", conclui.

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