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Diretora do "Hora do Faro" faz balanço de 2017 e explica pautas emotivas: "reflexo do que vive o brasileiro"

Série de reportagens entrevista diretores que se destacaram neste ano

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Fotos: Antonio Chahestian/Record TV
Sandro Nascimento, com Fabrício Falcheti

Publicado em 26/12/2017 às 14:59:11

Atualmente, ela é a única mulher a dirigir um programa no principal dia de disputa da televisão: os domingos. Aline Alonso é a diretora do "Hora do Faro", na Record TV, e se diz honrada com essa responsabilidade.

"Para mim é uma honra dirigir um programa desse porte e tamanho, exibido no dia mais importante da TV, apresentado por um dos maiores nomes da Record TV e concorrendo com programas que já estão há anos no ar, consolidados e com grandes apresentadores à sua frente", fala.

À pedido do NaTelinha, Aline Alonso fez um balanço do "Hora do Faro" em 2017, seguindo a série de reportagens com diretores que se destacaram neste ano que vai chegando ao fim.

Em disputa direta com Eliana, do SBT, Rodrigo Faro se deu bem melhor na audiência. Até aqui, o placar de vitórias aponta 44 a 8 para a Record TV, numa vantagem acachapante. Mas a diretora alerta: "Percebemos que não há fórmula vitoriosa: o que funcionou em uma semana pode não funcionar na outra. É matar um leão por domingo mesmo!".

Aline falou sobre os desafios do programa e explicou a necessidade de contar histórias emotivas no domingo. "O público quer, sim, ver histórias! Histórias de pessoas que passaram por todo o tipo de dificuldade, mas ainda não perderam a esperança de dias melhores, histórias de pessoas batalhadoras, guerreiras, que não desistiram de viver e nem de dar a volta por cima", aponta.

Ainda na entrevista, a diretora revela que o "Hora do Faro" ganhará novo cenário em 2018 e projeta: "Vai ser mais um ano de guerra boa".

Confira na íntegra:

Diretora do \"Hora do Faro\" faz balanço de 2017 e explica pautas emotivas: \"reflexo do que vive o brasileiro\"

Fazendo um balanço de 2017, quais foram maiores desafios em dirigir o "Hora do Faro"?

Aline Alonso - Dirigir um programa dominical, de quatro horas, concorrendo com futebol e programas já consolidados nos outros canais é um desafio a cada domingo. Nesses mais de três anos de trabalho no domingo, percebemos que não há fórmula vitoriosa: o que funcionou em uma semana pode não funcionar na outra. É matar um leão por domingo mesmo!

Você acha que nos programas dominicais exista um excesso de conteúdo de histórias emotivas?

Aline Alonso - O conteúdo dos programas é feito com base nas respostas dos telespectadores. E o que é uma verdade nos programas dominicais é que o público quer, sim, ver histórias! Histórias de pessoas que passaram por todo o tipo de dificuldade, mas ainda não perderam a esperança de dias melhores, histórias de pessoas batalhadoras, guerreiras, que não desistiram de viver e nem de dar a volta por cima. Essa é uma realidade que observo hoje, mas não significa que dure para sempre! Se formos analisar, talvez seja reflexo do que vive o povo do brasileiro hoje. O povo está tão desacreditado, numa situação tão difícil, que talvez ver que há outras pessoas em igual ou pior situação seja um alento, um carinho na alma.

Diante de tantas histórias já apresentadas pelo programa, existe uma em particular que mexeu mais com você?

Aline Alonso - São tantas histórias que contamos, algumas até inacreditáveis, que fica muito difícil eleger apenas uma. Mas com certeza o que mais me impressiona é que, nos dias de hoje, com todo o tipo de comunicação à disposição, as pessoas ainda percam o contato umas com as outras. Fazemos uma série de reencontros no programa e isso é uma coisa que realmente nos dá prazer: ajudar as pessoas a se reencontrarem depois de anos de tentativa.

Que tipo de história você não exibe no "Hora do Faro"?

Aline Alonso - Não exibimos e não gravamos histórias em que não podemos fazer nada pela pessoa. Sempre que nos envolvemos é para, de alguma maneira, fazer a diferença na vida do participante e, consequentemente, na da família. Se isso não está ao nosso alcance, nós nem nos envolvemos. Pode parecer piegas, mas não acho certo entrar na vida da pessoa e expor a sua história se não está ao nosso alcance mudar essa história de alguma maneira!

Como é para uma mulher dirigir um programa, que, no geral, é comandado por homens? Você é a única mulher na função de diretora entre os programas dominicais na TV atualmente.

Aline Alonso - Para mim é uma honra dirigir um programa desse porte e tamanho, exibido no dia mais importante da TV, apresentado por um dos maiores nomes da Record TV e concorrendo com programas que já estão há anos no ar, consolidados e com grandes apresentadores à sua frente.

O trabalho é árduo, intenso e de uma responsabilidade imensa. Entramos na casa de milhões de pessoas todos os domingos, durante quatro horas e há de se ter responsabilidade em cada frase e imagem que vai ao ar.

Existe algum formato de programa que você gostaria de trazer para o país e exibir no "Hora do Faro?

Aline Alonso - Ao longo desses mais de três anos em que o "Hora do Faro" está no ar, já exibimos muitos quadros e alguns formatos de fora. Todos os formatos que exibimos foram adaptados para o público brasileiro, pois o público que consome TV fora do país é bem diferente do que consome aqui no Brasil. Mas existem grandes formatos disponíveis no mercado e que se enquadrariam no perfil do programa.

Diretora do \"Hora do Faro\" faz balanço de 2017 e explica pautas emotivas: \"reflexo do que vive o brasileiro\"

O programa ainda não incentiva a segunda tela. Por quê?

Aline Alonso - Não sentimos ainda que isso seja um grande desejo do nosso público, mas estamos sempre atentos e abertos a todas as novas demandas.

Qual é a influência do Rodrigo Faro na produção do programa?

Aline Alonso - O Faro participa muito... e ativamente! E é ótimo, porque ele é extremamente criativo, versátil e tem sempre ótimas ideias para incrementar os quadros.

Falando da concorrência, entre "Domingão do Faustão" e "Eliana", qual destas atrações exibe um conteúdo que mais lhe agrada?

Aline Alonso - É extremamente complicado e delicado falar da concorrência, ainda mais quando se trata de profissionais com tanta experiência e já consagrados. Tenho extremo respeito e admiração por ambos os programas!

Para 2018, já existem novidades definidas para o “Hora do Faro"?

Aline Alonso - Estamos com gás total para 2018. Teremos cenário e quadros novos. Vai ser mais um ano de guerra boa, com uma batalha por domingo e espero que o vencedor seja sempre o telespectador, afinal tudo é feito pensando nele!