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Patrícia Pillar elogia "Ligações Perigosas" e fala sobre carreira na Globo

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Divulgação
Fabrício Falcheti

Publicado em 22/11/2015 às 12:09:21

Longe da TV desde 2014, quando esteve em "O Rebu", Patrícia Pillar estará de volta em "Ligações Perigosas", série que estreia no dia 4 de janeiro na Globo.

A trama é ambientada na década de 1920, numa cidade fictícia do Brasil, onde a atriz fará a viúva Isabel D'Ávila de Alencar.

Em entrevista à coluna Outro Canal, do jornal Folha de S.Paulo, Patrícia conta o que lhe atraiu nesta nova personagem e o que tem de diferente das outras que fez: "Em 'Ligações' os personagens são alimentados pelos pensamentos, tem uma doença na cabeça deles. A Constância, de 'Lado a Lado', tinha uma perversidade em relação à questão de dominação de classe. A Isabel é sedutora e tem a perversidade do feminino, de dominar, de gostar de ver o limite do outro, a fraqueza".

Para a nova série, todo o elenco fez um grande trabalho de preparação. Pillar diz que isso faz muita diferença: "Antes a preparação era mais rápida, uma leitura um mês antes e pronto. Agora, cada vez mais estão querendo começar antes, e pra gente é importante. No fundo é uma valorização do trabalho do ator, querendo de nós uma complexidade maior do nosso trabalho. Tem tempo de errar, de se arriscar, com textos exigindo cada vez mais. Para o ator, isso dá uma potência no sentido de se arriscar mais".

Contratada da Globo há 30 anos, a atriz diz que não se prende a dinheiro: "Não me apego a dinheiro, status. O importante é ter prazer com o trabalho, e achar que de alguma maneira vou ser transformada por aquilo. Se não tem isso, para quê fazer? Eu e a Globo temos um relacionamento de 30 anos, desenvolvemos uma relação saudável. Consigo ter outros projetos. É importante fazer TV e não fazer. Tenho sempre alguns projetos no cinema, teatro. Quando não quero fazer algo, explico, sem arrogância, e acho que sou compreendida. Mas tô sempre trabalhando muito (risos)".

Sobre a evolução da TV nesses 30 anos, comenta: "Tem uma coisa técnica que mudou muito, de luz, de qualidade da imagem impressionante. Há uma busca grande por diversificação. Essa faixa das 23h traz novos autores, novos diretores. Sai do padrão, traz frescor".