Protagonista fala sobre gravações de "A Garota da Moto", série da Fox e SBT

Em entrevista exclusiva, Christiana Ubach fala sobre investimento dos canais com a produtora Mixer

Foto: Leo Farah

Publicado em 02/09/2015 às 14:37:59

Por: Sem autor

Christiana Ubach é uma atriz que gosta de se sentir desafiada. E o desafio a levou para o mundo dos seriados brasileiros, cujo gênero ainda aprende qual é sua melhor linha no país.

Christiana surgiu para o grande público em "Malhação ID", exibida pela Globo entre 2009 e 2010. Na emissora carioca, também fez trabalhos como a novela "Além do Horizonte" e, mais recentemente, "Felizes Para Sempre?".

Depois disso, ela entrou de cabeça nas séries fora do universo global. Fez participações em duas produções da HBO, "O Hipnotizador" e "Psi" - cuja nova temporada ainda irá ao ar -. Mas além disso, também será a protagonista do esperado seriado "A Garota da Moto", co-produção entre a Fox e o SBT com a Mixer.

O canal de Silvio Santos pretende estrear o programa no início de 2016, e Christiana mostra-se ansiosa nesta entrevista exclusiva dada ao NaTelinha, onde ela fala também sobre este novo modelo de produção no país, e pelo qual ela já tem certa experiência. "É um novo modelo de dramaturgia, de ritmo, de interpretação... Tudo é diferente e bem específico", diz.

Leia a entrevista na íntegra:
 
NaTelinha - "A Garota da Moto" é uma coprodução da Fox e SBT com a Mixer e acaba sendo um novo modelo de produção. Como enxerga as de séries brasileiras fora da Globo, que praticamente concentrava todos os produtos, e as produções longe das emissoras de TV?
 
Christiana Ubach - Sem dúvida é um novo modelo de produção, mas não só isso. É um novo modelo de dramaturgia, de ritmo, de interpretação... Tudo é diferente e bem específico. Se pensarmos que um canal aberto e um canal fechado tem diferentes públicos, temos que pensar em algo que seja uma ponte entre esses dois, ou seja, algo que agrade e agregue a ambos.

Sobre a produção de séries fora da Globo, eu enxergo como uma abertura muito grande de mercado e que agora está sendo reconhecida. Semana passada fui convidada a ir na comemoração de 10 anos de produções brasileiras pela HBO Latino-América e foi muito bonito ver a trajetória deles, principalmente por ter participado de "O Hipnotizador (produzido pela RT Features) e o "Psi" (produzido pela O2).

Acho que este investimento calçado na lei que obriga canais fechados a terem produção nacional deu uma grande oportunidade para os atores fazerem trabalhos que não fariam em outro formato. Ao mesmo tempo, dá uma chance ao público de ver que somos capazes de produzir um conteúdo em matéria de qualidade e estofo muito similares às produções estrangeiras. É um momento muito próspero nesse campo. Eu, por exemplo, em um ano, fiz quatro séries (para canais abertos, fechados e agora ambos) e personagens muito ricas e diferentes entre si.  
 


Atriz na época de "Além do Horizonte"
 

NaTelinha - "A Garota da Moto" terá 26 episódios. Como tem sido sua rotina de gravações? Até quando elas devem ocorrer?

Christiana Ubach - A rotina tem sido bem intensa. Temos uma diária de 12 horas, com duas folgas semanais. Ainda existe muita estrada pela frente, pois terminaremos de filmar em fevereiro apenas. Independente disso, tudo é feito com muita alegria. Tudo é novo e existe um gostinho de descoberta e aprendizado.

Além de ter esse formato, a série tem o gênero de ação - o que deixa tudo um pouco mais emocionante (risos).


NaTelinha - Como está sendo a colaboração da Fox e do SBT nas gravações?

Christiana Ubach - Eles costumam visitar o set com alguma frequência, mas são muito respeitosos em relação à nossa rotina de criação. E estão ficando felizes com o resultado!


NaTelinha - "A Garota da Moto" reúne um time bastante forte, como as atrizes Ana Rosa e Daniela Escobar. Como é trabalhar com elas?
 
Christiana Ubach - Confesso que temos “núcleos” um pouco diferentes e nos cruzamos pouco, mas fico feliz com a presença delas que, como foi bem dito, são presenças fortes. Sem contar que isso estimula nosso trabalho como um todo!


NaTelinha - Existe previsão para uma segunda temporada?
 
Christiana Ubach - Previsão, não... Rumores! (risos)


NaTelinha - O que o telespectador pode esperar da história e da produção de "A Garota da Moto"?
 
Christiana Ubach - Acho que é uma série para se emocionar, rir e ficar sem fôlego também. Como disse, é uma saga dessa personagem, Joana, que move mundos para salvar o filho e viver em paz com ele.

NaTelinha - É comum que os atores tenham vontade de estar na TV e em projetos como a novela das nove. Você desenvolveu sua carreira em papéis de diversas frentes, como teatro, cinema, séries de TV fechada, entre outros. Tem predileção por algum deles? Qual é a diferença para você, como atriz, nessas frentes?
 
Christiana Ubach - Tenho ambição e sede de bons projetos e personagens que me desafiem e isso independe do veículo ou do canal. Gosto muito de trabalhar como tenho trabalhado, conseguindo conciliar teatro (como fiz “Porto de Memórias”, que é na rua) com estas séries que tem uma alma de cinema e é feita por pessoas de cinema, mas com o ritmo quase de televisão.

Minha estrada acabou se fazendo mais com câmera, gosto e me sinto à vontade. Mas pisar no teatro e ter o contato direto com o público é realmente uma necessidade do ator, e não sinto diferente. O jeito de trabalhar e que me sinto realizada é quando consigo tempo para preparar e adentrar um outro universo. Acho que isto se deve a minha formação em psicologia.

Antes de “encarnar”, eu preciso entender a alma, a maneira de pensar, visualizar pessoas próximas e ai sim crio uma personagem que seria eu dentro daquela circunstância. Ai está meu prazer de criar e viver uma outra realidade.  
 

NaTelinha - Então, quais são seus projetos para após o término de "A Garota da Moto”?
 
Christiana  Ubach - Tenho lido uns roteiros, mas nada fechado ainda. Ao que tudo indica, volto para o cinema, onde sinto ser minha casa, e pelos amigos que tenho na área. Ainda tenho um trabalho a ser exibido esse ano. que é “Psi”, da HBO, no qual fiz algo totalmente diferente do que estou habituada.
 



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