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Sem sexo, drogas e armas

Apple ainda não lançou streaming, mas veto de programas já causam problemas e preocupação

Novo streaming deve chegar em março de 2019, mas comandado com mãos de ferro, pode ter problemas

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Apple investirá US$ 1 bilhão em conteúdo original ao longo dos próximos meses
Thiago Forato

Publicado em 24/09/2018 às 09:09:17

Disposta a investir até US$ 1 bilhão em conteúdo original para rivalizar com a Netflix e a Amazon, a Apple não quer que seus programas tenham violência gratuita, cenas de sexo ou drogas.

Os funcionários estão desencantados com a empresa depois do veto do CEO Tim Cook sobre uma série documental da vida do magnata do hip hop, Dr. Dre, proprietário da empresa de uma empresa de fones de ouvido que foi vendida à Apple em 2014.

Os funcionários estão apelidando o streaming da Apple de "NBC, mas custando mais", em referência ao conteúdo de uma das principais redes de TV dos Estados Unidos, que também não produz seriados tão fortes como a Netflix e HBO, por exemplo.

Um dos fatores que desagradou Cook foi o uso supostamente exagerado de cenas que havia cocaína, orgia e armas. A informação foi divulgada por um dos jornais mais renomados do país, o The Wall Street Journal.

A informação é de que para os funcionários, será difícil concorrer com conteúdo "amenos", tendo em vista que seus principais concorrentes pegam pesado com programas mais violentos e considerados realistas.

O controle sobre o que será exibido parece ter chegado ao extremo, retirando até crucificos de cenas de um thriller psicológico que estava sendo preparado por Mr. Night Shyamalan, cineasta indiano.

Com um orçamento mais modesto para fazer TV, a Apple está fazendo contratações mais cirúrgicas. Assinou acordos com Oprah Winfrey, Steven Spielberg e Jay Hunt, executivo que levou "Black Mirror" para a rede britânica Channel 4.

Sendo comandada por mãos de ferro, o serviço por streaming da Apple deve chegar ao mercado em março de 2019.

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