Luto

Morre Olivia de Havilland, atriz de E O Vento Levou, aos 104 anos

Ela ficou marcada como Melanie Hamilton, antagonista de Scarlett O'Hara no clássico de 1939

Morre Olivia de Havilland, atriz de E O Vento Levou, aos 104 anos
Olivia de Havilland brilhou em E O Vento Levou, filme que lhe rendeu indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante - Foto: Reprodução

Publicado em 26/07/2020 às 16:40:00

Por: Redação NT

A atriz Olivia de Havilland, do clássico E O Vento Levou (1939), morreu em Paris, na França, aos 104 anos. Ela deu vida à doce Melanie Hamilton, antagonista de Scarlett O'Hara - papel de Vivian Leigh (1913-1967) - no filme que revolucionou o cinema no fim da década de 1930. Segundo informações da família, a veterana morreu de causas naturais, enquanto dormia.

Nascida no Japão, em 1916, Olivia de Havilland foi para os Estados Unidos ainda na infância, e viveu a juventude na Califórnia. Sua estreia na telona foi em uma adaptação do clássico Sonho de Uma Noite de Verão, em 1935. Apenas nos anos 1950, mudou-se para Paris, onde viveu até os últimos anos de vida.

Havilland era a única do elenco principal de E O Vento Levou ainda viva. Pelo filme, foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante. Ficou marcada pelo papel da prima afetuosa e ingênua da impetuosa protagonista, um estereótipo que se fez presente em outros de seus trabalhos nos anos seguintes.

A partir da década de 1940, Havilland se tornou ativista pelos direitos de profissionais do cinema. A "Lei de Havilland" faz referência à vitória da atriz na Justiça contra a Warner Bros. para o rompimento de um contrato que a impedia de trabalhar em outros estúdios. A conquista deu maior liberdade aos atores de Hollywood na época.

A carreira vitoriosa no cinema incluiu indicações ao prêmio mais cobiçado dos EUA, do qual saiu vitorioza com a estatueta de melhor atriz pelos filmes Só Resta uma Lágrima (1946) e Tarde Demais (1949). Sua trajetória também incluiu trabalhos na TV, que lhe renderam prêmios Emmy e Globo de Ouro. Em 1988, decidiu se aposentar, tornando-se presença bissexta em eventos públicos.

Em 2003, foi ovacionada em rápida participação na 75ª edição do Oscar. Em 2017, aos 101 anos, Havilland não gostou nada de como foi retratada na série Feud, de Ryan Murphy, que mostrava os bastidores da Era de Ouro de Hollywood. Por isso, entrou na Justiça contra os produtores da série da FX.


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