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Leandro Hassum estreia show de stand-up em drive-in: "Vai ser uma descoberta"

Comediante explicou a sensação de estrear um show com espectadores dentro dos seus carros

Leandro Hassum estreia show de stand-up em drive-in:
Leandro Hassum fará apresentação em drive-in - Foto: Divulgação

Publicado em 11/07/2020 às 11:57:23

Por: Naian Lucas com Thiago Forato

Leandro Hassum voltará aos palcos neste final de semana em uma curta temporada de apresentações de seu stand-up comedy, mas em formato de drive-in. O público ficará em seus carros para evitar a aglomeração e o humorista terá o desafio de contar suas histórias bem-humoradas sem saber a reação da plateia.

“Não é a mesma coisa, né? Mas acho que isso vai ficar englobado neste novo normal que a gente tá chamando. Estou super ansioso, pra mim tá sendo uma estreia, como se eu estivesse subindo no palco pela primeira vez, vai ser uma descoberta. Ao mesmo tempo, será um desafio, eu adoro me desafiar. Tenho certeza que será muito bacana, sem dúvidas”, comenta o comediante em entrevista ao NaTelinha.

Ele explica que o drive-in será uma tendência para o mundo artístico, independentemente do formato. “É uma tendência para o stand-up, show de música e outras formas de expressão de arte e cultura. O drive-in é uma grande oportunidade”, analisa.

Hassum acredita que será uma oportunidade para os artistas seguirem um novo formato. “O drive-in não deve acabar quando tudo isso acabar, porque a gente vai descobrir uma nova forma, um novo palco para a gente se apresentar, com novas formas de se apresentar, talvez inusitadas, mas que podem ficar. Se der certo, talvez pode ser um novo espaço que a gente possa expressar nossa arte”, relata.

Leandro realizou um show em um drive-in desativado em Boston, Estados Unidos, e a experiência o inspirou um pouco. Contudo, o comediante detalha quais as diferenças de uma apresentação para a outra.

“Eu lembrei do drive-in, mas na verdade as pessoas, como não tinha o isolamento social, elas estavam em cadeiras. Era um drive-in desativado, então elas estavam em cadeiras. A única coisa que tinha um telão atrás de mim, onde passava minha imagem junto comigo fazendo o show, mas as pessoas me escutavam pelas caixas de som e estavam em cadeiras. Mas aí veio a ideia a partir daí e eu falei: ‘bom, vai ser dentro do carro’. Aí comecei a pensar em soluções, botar microfones em cada carro para escutar as risadas das pessoas, mas aí seria uma loucura, porque escutaria as pessoas falando o tempo todo, então acabaria não dando certo. Mas foi apenas uma inspiração. Neste formato, dentro de carro, vai ser uma novidade.”

Apesar de estar empolgado com o drive-in, ele confessa que o stand-up tradicional tem a vantagem de perceber a reação do público: “A principal vantagem do tradicional é estar próximo do público e você tem a resposta imediata da risada e do aplauso, que no carro seja mais complicado, mais difícil, que seja um desafio. Eu adoro desafio, adoro ser desafiado, adoro coisas novas, adoro fazer coisas que as pessoas não fizeram. Isso que tá me encantando e que tá querendo que eu faça cada vez mais humor, deixando o coração das pessoas mais leves”.

Leandro Hassum e seus projetos

Antes da pandemia, Leandro tinha muitos trabalhos previstos para 2020, mas precisou paralisar tudo por conta da pandemia.

“Desde que me mudei para os Estados Unidos, esse seria meu primeiro ano que ele estava totalmente organizado, porque eu estaria vindo em abril para o Brasil para estrear meu novo show É Nóix, Família, no teatro Frei Caneca, e eu gravaria a primeira temporada do meu seriado novo Casa Paraíso no Multishow. Aí voltaria para casa e ficaria um mês, aí depois voltava para o Brasil para gravar a segunda temporada do Tá Pago, da TNT. Aí voltava para os Estados Unidos e esperava o tempo passar para voltar em novembro e lançar o meu filme da Netflix. Então estava com o ano todo organizado e tudo isso foi empurrado pra frente”, conta.

Mas o artista está cheios de plano a partir de setembro. “Acho que vou passar um longo período no Brasil, porque tudo isso vai juntar. Teatro, um programa seguido do outro, os intervalos vão diminuir. Mas minha mulher e minha filha, graças a Deus, podem vir me visitar, passar tempos aqui pra matar a saudade e a gente vai se virando com esse termo, que nem gosto mundo, chamado novo normal”, lista.

Quarentena

Vivendo nos Estados Unidos, Leandro seguiu as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e evitou ao máximo sair de casa. “Só saía de lá pra ir ao mercado comprar uma coisa ou outra. Só saí agora pra vir ao Brasil fazer essa performance no drive-in”, explica.

Em relação aos dias, Hassum confessa que viveu um turbilhão de emoções durante o isolamento: “Os dias são do mesmo jeito que os seres humanos estão vivendo: dias tranquilos, dias bons, dias mais ansiosos, dias tristes com as notícias, com tudo que a gente escuta. É tudo misturado em emoções que, as vezes, dentro de um dia só são cinco, seis emoções diferentes dentro desse dia. Não sou diferente de ninguém e acho que todo mundo sentiu isso também”.

Sobre a retomada dos trabalhos, Leandro acredita que seja necessária, desde que as empresas sigam os protocolos de segurança. “Acredito ainda que vai ser uma retomada lenta e algumas descobertas. Se vai ser precoce ou não, será o tempo que vai nos dizer. Mas se cada empresa tomar todas as providências, acho que a dramaturgia vai ter que se reinventar neste momento por causa do distanciamento, as cenas vão ter que ser feitas de formas mais lúdicas, tendo uma realidade mais fantástica nesse sentido, mas tendo segurança, acho que pode sim voltar o quanto antes, principalmente se essa vacina sair, que é o que todos nós queremos, porque todos nós queremos que tudo volte ao normal”, explica.

Por fim, ele não quis comentar se é o momento das pessoas voltarem a vida normal no Brasil. “Eu não me sinto muito apto para responder essa pergunta, porque cheguei no Rio não faz nem uma semana, eu to vendo e andando na rua, as poucas vezes que ando na rua, vi as pessoas respeitando, usando máscaras. Eu sou um cara que não participo de aglomeração e também não sou muito ligado a esporte. Então eu acho que temos autoridades maiores para poderem dar essa resposta com mais propriedade do que eu”, conclui.





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