Entrevista

Vice-campeão e apresentador do PopStar prepara lançamento do seu primeiro álbum

João Côrtes fala sobre carreira, a estreia como diretor de cinema e os bastidores do reality da TV Globo

Vice-campeão e apresentador do PopStar prepara lançamento do seu primeiro álbum
Vice-campeão do PopStar lança primeiro longa-metragem e álbum - Divulgação/TVGlobo

Publicado em 27/04/2020 às 07:40:00

Por: Taty Bruzzi

Aos 24 anos, João Côrtes é o tipo do cara multifacetado. Ator, músico e diretor de cinema, ficou conhecido da TV como garoto-propaganda de uma operadora de telefonia celular em 2013.

A campanha abriu as portas para o trabalho como ator e no ano seguinte lá estava ele participando do humorístico "Vai Que Cola, exibido pelo canal a cabo Multishow. Já a primeira novela foi Sol Nascente (2016), como o estudante Peppino.

Apesar de ter veia cômica, o ator nega que seja mais fácil fazer rir. "Não, muito pelo contrário! Fazer humor é laborioso. Fazer os outros rirem é super difícil, é um gênero que exige precisão, inteligência e renovação constante. O que é engraçado sempre muda", disse em conversa exclusiva com o NaTelinha.

Em 2018, João fez Carcereiros, uma das séries dramáticas de maior sucesso do Globoplay e um dos trabalhos mais gratificantes na carreira do artista que sinaliza o que foi mais difícil.

"O nível de imersão que a personagem me exigia, dentro de um tempo curto de preparação. Precisei entrar em um universo bastante violento e obscuro em questão de poucos dias", explica.

"A filmagem da cena em si também foi bem desafiadora. Precisávamos estar todos muito concentrados. Mas, pessoalmente, são esses tipos trabalho, bastante desafiadores, que me dão mais prazer", entrega.

Vice-campeão do reality PopStar em 2018, no ano passado João assumiu o lugar da atração musical exibida pela Globo e apresentada por Taís Araújo, substituindo Tiago Abravanel.

Se na primeira temporada o desafio foi cantar ao vivo, desta vez ele se viu na posição de entrevistador, registrando os bastidores do programa e a preparação dos competidores antes de subirem ao palco.

"Parando para pensar hoje, acho que apresentar foi mais desafiador. Mas cada função me exigiu um tipo de concentração e foco diferentes. Nessa última temporada do PopStar eu aprendi o que significa ser um apresentador", avalia.

Parceiro da atriz de Amor de Mãe no comando do reality, João confessa que a dupla dividiu não apenas o palco como, também, muitas histórias bacanas, mas não se recorda de uma situação em específico.

O apresentador também garante que o clima nos bastidores era o melhor possível e confessa que não torcia para um candidato apenas. "É um programa super leve, amoroso e familiar!", garante.

"Todo mundo se divertia muito no palco! Adorava assistir aos ensaios, vibrar junto com cada conquista, dava dicas...  Pude enxergar o programa sob uma ótica completamente diferente e para ser sincero, eu torcia para todo mundo", diz.

E foi graças a esta experiência que o artista decidiu enveredar pelo caminho da música. O lançamento do seu primeiro álbum, "Elevador Gourmet", acontece agora em 2020 e conta com produção do seu pai, o produtor musical Ed Côrtes, vencedor do prêmio de Melhor Trilha Sonora no Festival de Gramado por "O Matador" (2017).

Fã dos estilos Jazz, Blues e Soul, o cantor revela que o público pode esperar um trabalho que pretende unir força do Jazz com o Pop, trazendo a potência da big-band e da orquestra.

"Tenho muita referencia na música americana, atual e antiga, desde Bruno Mars, Michael Bublé até a Motown, Stevie Wonder, Michael Jackson, Bill Withers, enfim... E aqui no Brasil tem vários: Tim Maia, Djavan, Ed Motta, Lulu Santos...", lista João.

Vindo de uma família de músicos, o artista explica que a música surgiu em sua vida bem antes que a artes cênicas. Assim, o que na verdade demorou foi ele se apresentar como músico publicamente.

"Eu ainda não me enxergava como cantor. Alguns anos antes do "PopStar" eu já estava cantando na banda de Jazz do meu pai, isso me preparou bastante para o programa. Foi um processo de amadurecimento e construção", relata.

Ator estreia como roteirista e diretor de cinema   

Ator, dublador, músico e agora também roteirista e diretor de cinema, João finalizou seu primeiro filme "Nas Mãos de Quem Me Leva" e lamenta que o longa teve sua estreia adiada por conta da pandemia do Coronavírus.

"A ideia inicial sempre foi inscrever em festivais no Brasil e no exterior, mas tem sido desafiador por não sabermos quais festivais ainda vão acontecer, quais vão adiar e quais nem vão acontecer... Temos que aguardar", opina.

A ideia partiu de uma projeção que se criou em sua mente e a produção foi inspirada na série norte-americana "This is Us" e nos vencedores do Oscar "Juno", "Azul é a Cor Mais Quente" e "Descendentes".

"A imagem era de uma jovem mulher, grávida, dirigindo um carro em uma estrada com o sol brilhando em seu rosto, e o seu coração partido", recorda. "A ideia de uma protagonista mulher, grávida, fugindo sem destino era super instigante. Fui dando corda e em oito meses terminei o roteiro", complementa.

Para finalizar, o trabalho mais recente de João na TV foi na série latino-americana "Hóspede Americano", produzida pela HBO, no papel do Major Thomas Reiz, braço direito de Marechal Rondon (Chico Diaz) e cinegrafista.

A história descreve a expedição ao Rio da Dúvida, em Rondônia, no início do século 20, e que contou com a presença do presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt, vivido pelo ator norte-americano Aidan Quinn (Lendas da Paixão).

"Essa série foi uma das experiências mais intensas que já vivi no meu trabalho. Fiquei muito feliz, justamente pela oportunidade de trabalhar com profissionais que eu admiro muito: Bruno Barreto, Ainda Quinn, Dana Delany, Chico Diaz, Claudio Jaborandy... Só fera", conclui com um sorriso.


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