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Extinção da programação infantil na TV aberta pode causar reflexos?

Confira análise da coluna "Enfoque NT"

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"Bom Dia & Cia" ainda é exibido todas as manhãs no SBT - Divulgação
Thiago Forato

Publicado em 08/06/2014 às 08:58:06

A tendência, como se sabe, é reduzir aos poucos as programações infantis na televisão aberta brasileira. Atrações para crianças se proliferaram nas décadas de 1980 e 1990 e início dos anos 2000, mas de dois ou três anos pra cá, vem perdendo força.

A pergunta é: isso pode trazer reflexos futuros para as emissoras abertas?

Pergunto isso pela simples lógica de que o telespectador de hoje, foi a criança de ontem. E a programação, principalmente do SBT, se apoiou muito nesse filão, que foi bastante lucrativa por tantos anos, e ainda é, com "Chiquititas" e há pouco tempo com "Carrossel".

A televisão por assinatura foi uma grande vilã nesse sentido, oferecendo produtos de maior qualidade e segmentados. Sugou grande parte do público. Analisando por este lado, a Globo tirou a edição diária da "TV Globinho" para colocar o "Encontro".

No começo, houve derrotas constantes para o SBT, mas como sempre, a Globo venceu pela insistência, pelo cansaço e também pela competência. Se sobressaiu em relação à Record que esteve com o "Hoje em Dia" por muitos anos como uma opção matutina mais "madura".

Agora, a Globo já planeja sacar a "TV Globinho" no sábado para formatar uma edição especial do "Encontro". Não seria isso um erro?

A Bandeirantes bem que tentou nos últimos tempos entrar nessa briga pelas manhãs, mas não passa de 1 ponto no Ibope. Aliás, mesmo o SBT sozinho nessa briga, não consegue esboçar números melhores que 4 ou 5 pontos, no máximo. Muito porque o "Bom Dia & Cia" decaiu bastante nos últimos tempos. Desenhos pouco atrativos e um monte de brincadeira que criança não tem a menor paciência de ver. Criança quer ver desenho.

Falando nisso, Rachel Sheherazade também pode ganhar um programa nas manhãs do SBT e entrar nesse bolo. Faixa esta que é destinada para as crianças desde que o SBT era TVS.

Abandonar o segmento infantil em 100% pode ser um erro. Sua redução pode, e deve, até existir, mas há que ter certo equilíbrio para o tiro não sair pela culatra.


Contatos do colunista: thiagoforato@natelinha.com.br - Twitter: @Forato_

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