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Enfoque NT: As mudanças no "SBT Brasil"

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Reprodução
Thiago Forato

Publicado em 19/03/2013 às 19:01:00

Depois de muito tempo, os telespectadores do “SBT Brasil” puderam ver alguma novidade realmente convincente no jornal, que estreou na noite da última segunda (18).

De cara, uma coisa bastante positiva: a abertura agora abrange no plano os dois âncoras. Até a semana passada, a câmera focava um e outro, fazendo o famoso “ping-pong” na escalada. Além disso, visualmente o telão ao fundo está mais bonito, com traços mais definidos e cores mais vivas. Na bancada há ainda o dia e a hora, que dá uma sensação maior de “ao vivo”. 
 
As chamadas das manchetes do dia ficaram melhores ocupando menos espaço na tela e agora com o GC (gerador de caracteres) atentando para o assunto dela. O grafismo da abertura em si avançou alguns anos com tons azuis, lembrando e muito os telejornais da rede estadunidense ABC, maior emissora do mundo.
 
Há um fator desagradável, mas não comprometedor: a voz-padrão do jornal anunciando: “Está no ar o SBT Brasil com Joseval Peixoto e Rachel Sheherazade”. A tentativa é familiar ao que aconteceu na estreia do telejornal em agosto de 2005, com Ana Paula Padrão, onde a atração tinha um cenário mega moderno, e em sua entrada triunfal, a voz (diferente desta) dizia: “Diretamente do Centro de Televisão da Anhanguera, em São Paulo, SBT Brasil, com Ana Paula Padrão”, com uma trilha ainda mais atraente. É puramente descartável.
 
Na ida a um intervalo, por exemplo, Joseval anunciou a mudança cambial no dólar, e abaixo da bancada, já havia um indicador de quanto ele havia se valorizado. Algo até então que não me lembro de ter visto em qualquer telejornal. É pouco perceptível, irrelevante para alguns. Mas, não deixa de ser um detalhe. Para mim, positivo.
 
O que ainda incomoda é que há contornos vermelhos na bancada e telão. Algo que não desfizeram. Como os tons estão mais azuis na abertura, poderiam perfeitamente deixar desta cor estes contornos.
 
O “SBT Brasil” ganhou dinamismo e até Rachel saiu um pouco da bancada: em algumas ocasiões pôde ir até o telão e conversar com o repórter, em pé. Fica um pouco menos “hard”.
 
No encerramento, as notícias do dia formam uma espécie de mosaico ao fundo. Diferente. Salta aos olhos. Mas, repito: esses contornos avermelhados precisam ser revistos. Não combinam com a nova roupagem do jornal.
 
É inegável que houve evolução técnica e visual. O que precisa mudar agora é a identidade de cada telejornal da casa, já que todas as matérias são requentadas e reprisadas, não trazendo praticamente nada de novo para quem assiste ao “Jornal do SBT Manhã” e o “Jornal do SBT Noite”.
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