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O Observador: O que esperar das novelas da Record em 2013?

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Divulgação
Redação NT

Publicado em 06/08/2012 às 12:58:33

A Record, que não vem muito bem das pernas neste ano, principalmente após a estreia de “Carrossel”, já começa a fazer planos para 2013.

O diretor do Comitê de Dramaturgia do canal, Marcelo Silva, segundo a coluna “Outro Canal”, pretende colocar no ar três novelas simultâneas no ano que vem. Todo mundo sabe que esse sempre foi o grande desejo da Record: ter três tramas inéditas simultâneas na grade. Estrutura pra isso, tem.

O que acontece é que a emissora se perdeu no caminho que estava trilhando. Contratou demais – parcialmente errado, diga-se de passagem –, investiu muito e deixou que o foco fosse perdido. Sem foco, qualquer trabalho está fadado ao erro.
 
Com o sucesso absoluto da novela infantil do SBT, a Record deve ter percebido algo óbvio: brasileiro gosta de telenovelas e investir nelas é o jeito mais seguro de conseguir estabilidade.
 
Porém qualquer engano quanto a isso é fatal. Fazer novela custa caro, errar na produção custa mais ainda. Quando um folhetim não traz o retorno desejado, significa que alguma coisa deu errado. Brasileiro gosta de novelas, mas está acostumado a novela boa, da TV Globo, indiscutivelmente as melhores do mundo.
 
“Máscaras” é um fracasso de audiência e repercussão. Talvez, seja o produto que trouxe mais decepção desde o início desta arrancada da Record, que começou em 2007. A obra artística é boa, o trabalho é bem feito, mas falta história, falta texto, direção. Falta, então, tudo. Agora junte a isso tudo a inconstância no horário, que muitas vezes coloca “Máscaras” pelas madrugadas. O público não acompanha.
 
A novela de Lauro César Muniz deve servir de exemplo para as próximas tramas da Record – inclusive se a promessa de haver três inédita simultâneas for cumprida. A boa fase da Globo, com a dobradinha de “Cheias de Charme” e “Avenida Brasil”, também pode ser tirada de lição. Não se trata de cópia, mas de parâmetro.
 
A próxima novela da Record, “Balacobaco”, de Gisele Joras, não tem um nome sugestivo. Vai depender da autora e da própria Record tornar a novela um pouco mais que uma simples sugestão ao telespectador.
 
 
Breno Cunha escreve sobre mídia e televisão há quatro anos, passou por vários sites, onde sempre foi conhecido por grandes discussões provocadas por suas críticas. Agora ele está no NaTelinha. Twitter: @cunhabreno 
 
 
 
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