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Com "As Aventuras de Poliana", SBT mantém 100% de aproveitamento em novelas infantis

Íris Abravanel escreve "As Aventuras de Poliana", nova novela do SBT

Sophia Valverde é Poliana em novela - Fotos: Divulgação/SBT
Por Thiago Forato

Publicado em 25/05/2018 às 09:21:46

O SBT estreou no último dia 16 "As Aventuras de Poliana", sua quinta novela infantil desde 2012, quando a emissora colocou no ar o remake de "Carrossel".

A audiência até então deixa "Poliana" num patamar acima de suas antecessoras. Na última terça-feira (22), por exemplo, a trama de Íris Abravanel cravou impressionantes 16 pontos de média, maior índice desde "Os Ricos Também Choram", de 2005. Mesmo "Carrossel", grande fenômeno há seis anos, não ultrapassou os 15.

Enquanto a Record TV investe em outro filão dramatúrgico, o bíblico, o SBT nada de braçada no segmento infantil, com um detalhe: a emissora do bispo Edir Macedo teve grandes acertos, mas também errou, principalmente com "Apocalipse", que se esperava tanto.

Como faz seis anos que o SBT iniciou essa jornada, naturalmente as crianças estão crescendo. Ou já cresceram. Quem tinha 10 anos e era telespectador assíduo de "Carrossel", já está com 16.

O grande desafio é continuar entretendo esse público, formando um novo a cada novela que vai ao ar e renovando. Querendo ou não, é o que está acontecendo. Além disso, muitos adultos assistem a trama, em busca de uma história mais leve.

"As Aventuras de Poliana", apesar do custo maior em relação às antecessoras (R$ 120 mil por capítulo), tem o padrão SBT de qualidade (encarem como quiser). Cenários, tomadas e o próprio texto seguem o exemplo de outras e não tem porque mexer nisso. Dá certo.

Com sucesso da atual, certamente a emissora terá um grande sucesso na faixa das 20h30 até o ano de 2020, pelo menos. Isso se os números de audiência não aumentarem e o canal não resolver esticá-la ainda mais.

Ineditismo

Pela primeira vez, o SBT usa uma história que nunca foi exibida na televisão em sua faixa infantil iniciada há seis anos.

Inspirada no livro "Polllyanna", de 1913, nunca foi adaptada para a TV, ao contrário de "Carrossel", "Chiquititas", "Cúmplices de um Resgate" e "Carinha de Anjo", todas essas já testadas e exibidas anteriormente, sempre exitosas.

Íris Abravanel terá seu maior desafio até aqui: bolar histórias próprias para a TV sem a referência que teve em produções anteriores - querendo passar bem longe da fracassada "Revelação", de 2008.

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