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Maria Cândida afirma que foi deixada de lado na TV antes de retomar a carreira

Jornalista fala sobre afastamento da TV, atuação na internet e passagem pela emissora católica


Maria Cândida
Maria Cândida falou sobre sua carreira - Foto: Reprodução/YouTube
Por Daniel César

Publicado em 27/01/2026 às 19:51,
atualizado em 27/01/2026 às 21:55

Maria Cândida afirmou nesta terça-feira (27), durante participação no NaTelinha Talk, no YouTube, que enfrentou um período em que deixou de receber convites profissionais e relatou que apenas uma pessoa lhe ofereceu apoio naquele momento. A entrevista foi conduzida por Drika Oliveira e Helô Amighini.

Ao comentar a relação entre visibilidade e reconhecimento ao longo da carreira, a jornalista comparou o impacto da televisão em outros períodos com o alcance atual das plataformas digitais.

“Antigamente, era como pessoas que fazem sucesso na internet. Hoje falam televisão e as pessoas não ligam muito. [Antigamente] era como fazer sucesso em um podcast que dá bastante audiência. É reconhecida no shopping, na rua e tal”, disse.

Segundo ela, a mudança de contexto resultou em um afastamento progressivo do mercado. “Acho uma pessoa me deu a mão. Você passa a não ser convidada para nada. Literalmente te esquecem. Fecha-se uma porta. Nem festa de criança te chamam”, afirmou.

A apresentadora também descreveu como percebe o ambiente social ligado ao meio artístico. “Festas de celebridades ninguém se conhece, todo mundo finge que se conhece porque te viram no vídeo. Ninguém dança mesmo, porque ali é só uma festa para bater ponto e ser fotografado. E acabou”, disse.

Na sequência, acrescentou que “pouquíssimas pessoas são amigas” e que, segundo ela, o público costuma interpretar essas relações como pessoais, quando seriam profissionais.

NaTelinha Talk: Maria Cândida é a entrevistada desta terça-feira; assista

Durante a conversa, a jornalista relatou que a internet passou a ser uma fonte de renda relevante após esse período. “A internet me salvou porque começou a me pagar mais que a TV”, afirmou. Antes disso, segundo ela, atuou por dois anos na TV Aparecida.

Maria contou que morava em um hotel na cidade e permanecia sozinha de segunda a quarta-feira para gravar o programa. “Eu morava em um hotel em Aparecida, mas fazia um programa super legal. Morava lá sozinha de segunda, terça e quarta. Mas não tinha nada na cidade. Fui realmente provada”, disse.

Ainda assim, destacou o impacto da experiência. “Só que Aparecida me salvou. Eu não acreditava mais em mim, achava que não servia mais para televisão e contratei um profissional para trabalhar atrás das câmeras.”

Ela detalhou que o convite da emissora ocorreu após sucessivas recusas no mercado. “Todas as portas se fecharam e recebi o convite da TV Aparecida. Meu estúdio era debaixo do santuário”, afirmou.

Ao relembrar o início do trabalho, disse que ficou nervosa no primeiro dia. “No primeiro dia, acho que era março de 2016 ou 2017, eu tremia”, relatou. Segundo ela, o receio estava relacionado ao histórico de negativas recebidas. “Foi por receber vários não. E aí você se questiona. Mas pode ser o contexto, o momento do país ou puro preconceito”, disse.

Maria Cândida e sua carreira

Maria Cândida

Ela iniciou sua trajetória profissional em 1994, na Globo, onde atuou em telejornais como o Jornal Nacional e o Globo Rural. Posteriormente, trabalhou na CNN, em Atlanta, e na Bloomberg, em Nova York.

Essas experiências a levaram a coberturas internacionais, como o Oscar e o Grammy, pelo SBT. Na Record, apresentou programas como o Tudo a Ver e participou do projeto documental 12 Mulheres, voltado a histórias femininas em diferentes países.

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Após um período de afastamento da televisão, passou a atuar como criadora de conteúdo digital e direcionou sua produção a temas relacionados à maturidade feminina.

A jornalista lançou o livro Menopausa como Jornada e estruturou projetos voltados a palestras e produções audiovisuais. Recentemente, deixou o elenco do programa É de Casa para concentrar suas atividades nessas iniciativas.

NaTelinha Talk

O NaTelinha Talk estreou em novembro de 2025 e, desde então, já recebeu grandes nomes da mídia, como Celso Freitas, Sonia Abrão, Tony Garrido, Adriana Araujo, Christiane Pelajo, Fátima Pissarra e Isabel Filladis.

O videocast tem como presidente do conselho José Roberto do Santos Maciel, ex-presidente do Grupo Silvio Santos. Sandro Nascimento, diretor de jornalismo do NaTelinha, também atua na gestão de conteúdo em vídeo, enquanto a direção administrativa ficou a comando de Fabrício Falcheti.

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Ricardo Frota, profissional com passagens por Record, Globo e Fox Latin America e atual diretor-executivo da Talk TV, é o responsável pela estrutura de comunicação e operações do novo canal.

O conselho também conta com Gustavo Leme, executivo sênior que liderou a transformação digital da Revista Placar e atuou por 18 anos na Fox Latin America, Roberto Franco, executivo sênior e ex-presidente da SET (Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão), e Carol Gazal, jornalista e executiva de mídia, que esteve à frente da transformação digital do SBT e da criação do +SBT.

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