Entrevista exclusiva

Dubladora de princesa da Disney e da Samara de O Chamado foi descoberta em especial do Didi

Lina Mendes é também cantora lírica e já atuou em musicais consagrados como O Fantasmas da Ópera


Lina Mendes em foto posada
Lina Mendes começou a trabalhar ainda criança - Foto: Rejane Wollf

Trabalhando há 23 anos com dublagem, Lina Mendes começou na carreira com apenas 9 anos. Dubladora, atriz e também cantora lírica, a artista foi descoberta durante participação em um especial de Renato Aragão, o Didi. Na ocasião, o bom desempenho dessa niteroiense, hoje com 34 anos, lhe garantiu convites para interpretar as músicas das personagem Miriam jovem, em Príncipe do Egito (1998), e da Kiara também jovem, em O Rei Leão 2 (1998).

"A dublagem entrou na minha vida desde cedo por conta da música. Eu fazia parte do coro infantil da UFRJ, e fui indicada pela maestrina para cantar um jingle do especial de natal do Renato Aragão. Nesse trabalho, o produtor musical me convidou a fazer o curso de dublagem que ia ter no estúdio dele. E, desde então, não parei mais, mas também continuei minha carreira na música", conta em conversa exclusiva com o NaTelinha.

A partir daí, Lina emprestou sua voz para personagens conhecidos da TV e do cinema como, por exemplo, a Patty Pimentinha, do seriado Charlie Brown, quando ainda era uma menina, e a sinistra Samara, de O Chamado (2002), e não parou mais.

Com amplo currículo, a série Eu, a Patroa e as Crianças e as novelas mexicanas Chiquititas e Rebelde são apenas alguns dos seus trabalhos de grande repercussão na televisão.

Dubladora de princesa da Disney e da Samara de O Chamado foi descoberta em especial do Didi

No cinema, destaque para Coraline e o Mundo Secreto (2009), Os Incríveis 1 (2004) e 2 (2018) e Raya e o Último Dragão (2021), a princesa mais recente da Disney e cujo filme já está disponível na plataforma de streaming.

Para dar vozes a tantos personagens distintos, Lina explica ser preciso ter uma boa base vocal e de interpretação. "E essa preparação é especialmente importante para enfrentar personagens que gritam muito ou que exigem um tipo de voz mais aguda, ou mais pesada, rouca, sem que isso nos prejudique", esclarece.

"Um papel desafiador para mim foi a personagem Cabeça Quente, no filme Como Treinar o seu Dragão (2010). Eu precisei deixar a voz rouca e grave, mas sem perder a naturalidade e fluidez da interpretação", recorda.

Lina Mendes precisou se adaptar ao trabalho remoto durante a pandemia

Por causa da pandemia, o setor audiovisual foi o primeiro a parar e o último a retomar as atividades. Por outro lado, o crescimento das plataformas de streaming aqui no Brasil aqueceu o mercado da dublagem.

Lina Mendes não parou de trabalhar, mas precisou se adaptar a forma remota. "Sem saber como as coisas ficariam a longo prazo, começamos a dublar remotamente, de casa mesmo", fala.

"As distribuidoras, os clientes também acataram, e fomos adaptando espaços para gravar, investindo em equipamentos, mas mantendo a estrutura de trabalho com diretor, técnico de áudio e dublador", lista.

"A forma de trabalho, de certa forma, mudou na pandemia. Alguns estúdios voltaram a abrir com protocolos de segurança e, atualmente, trabalhamos remoto e/ou presencial", revela.

Lina vê um bom cenário para o mercado da dublagem aqui no Brasil, parte por causa das plataformas de streaming. Porém, para conseguir ingressar, a profissional ressalta a importância em se ter um bom preparo.

"O mercado de dublagem cresceu muito nos últimos anos, por conta também das plataformas de streaming e da acessibilidade que a dublagem oferece. Mas para entrar no mercado é preciso estar preparado, ser ator, fazer cursos de interpretação e dublagem", aconselha.

A artista finaliza a conversa falando de outra grande paixão, o canto lírico. Recentemente, ela voltou aos palcos como Sofia, na montagem da ópera O Senhor Bruschino, em São Paulo. Questionada sobre a escolha de suas profissões tão distintas, Lina Mendes afirmou se entregar por igual às duas.

"São duas profissões bem diferentes e sou apaixonada pelas duas. Cada uma tem seu espaço e me entrego a elas de forma igual. Claro que no teatro temos a adrenalina do ao vivo. O processo de trabalho na dublagem é diferente, podemos regravar uma fala para ficar melhor e, depois, quando o trabalho fica pronto, é que sentimos a ansiedade em conferir o resultado final", conclui.

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