Controvérsia

No domingo da Globo, X-Men: Apocalipse criou treta entre Fox e feministas; saiba o motivo

Filme exibido na sessão Campeões de Bilheteria causou polêmica há 4 anos

No domingo da Globo, X-Men: Apocalipse criou treta entre Fox e feministas; saiba o motivo
Polêmica envolvendo Mística, personagem de Jennifer Lawrence em X-Men: Apocalipse, revoltou feministas em todo o mundo - Foto: Reprodução/Fox

Publicado em 19/07/2020 às 12:00:00

Por: Redação NT

X-Men: Apocalipse, cartaz da sessão Campeões de Bilheteria deste domingo (19), na Globo, causou polêmica antes mesmo de chegar aos cinemas, há quatro anos. Um material promocional do filme causou uma treta entre a Fox, responsável pela divulgação, e feministas de todo o mundo, em 2016. À época, pegou mal um anúncio de lançamento do longa, que trazia uma imagem de violência contra a mulher.

O polêmico anúncio de X-Men: Apocalipse apareceu em outdoors em várias cidades dos Estados Unidos, como Los Angeles e Nova York. Na imagem, o vilão Apocalipse, vivido por Oscar Isaac, estrangula a personagem Mística, papel de Jennifer Lawrence. Além da imagem de um homem agredindo uma mulher, o material trazia a frase "Only the strong will survive" - em português, “Apenas os fortes sobreviverão”.

O material causou revolta e recebeu uma enxurrada de críticas nas redes sociais. Na época, um banner do filme, estampado em uma estação de metrô em Nova York, foi alvo de um protesto, passando a ostentar a mensagem "Essa violência na frente dos meus filhos não é ok". As acusações davam conta de que o material divulgado pela Fox incitava a violência contra a mulher e o feminicídio.

Confira o material de divulgação de X-Men: Apocalipse que causou polêmica:

Após polêmica endossada por famosa atriz, Fox tirou material de circulação

De acordo com o site norte-americano Deadline, a campanha de marketing que mostrava Mística sendo estrangulada por Apocalipse teria sido aprovada por uma executiva do alto escalão da Fox. A informação só acirrou ainda mais os protestos contra a imagem, que incluíram até a atriz Rose McGowan, estrela da série Charmed e do filme Pânico (1996).

Em rede social, ela disse que há um grande problema quando homens e mulheres da Fox acreditam que violência casual contra a mulher é uma forma de promover um filme. "Os gênios por trás disso, e eu uso esse termo ironicamente, precisam olhar por um bom tempo para o espelho e ver como estão contribuindo com a sociedade. Imagine se fosse um homem negro sendo estrangulado por um homem branco, ou um gay sendo estrangulado por um hétero?", questionou McGowan.

“Vamos esclarecer as coisas: Fox, já que vocês não pretendem colocar uma diretora para comandar seus filmes, pelo menos removam essa propaganda”, finalizou a atriz, atentando ao pouco espaço destinado às cineastas nos estúdios norte-americanos. O tema, aliás, passados quatro anos, está longe de ser superado: no Oscar 2020, Natalie Portman atentou à ausência de mulheres entre os indicados à melhor direção.

Após a polêmica, a Fox emitiu um comunicado pedindo desculpas. "Não reconhecemos de forma imediata a conotação perturbadora causada por essa imagem no formato impresso. Assim que percebemos o quanto fomos insensíveis, rapidamente tomamos medidas para remover esses materiais. Pedimos desculpas por nossas ações e nunca faremos apologia à violência contra as mulheres”, disse o comunicado emitido pela Fox, na época.

Apesar da controvérsia gerada no período de lançamento, X-Men: Apocalipse conquistou grande sucesso, tornando-se a terceira maior bilheteria da franquia. O filme dirigido por Bryan Singer faturou mais de US$ 543 milhões em todo o mundo.


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