Igreja

Bispo da Universal se enfurece com apresentador da Record: "Vá para o quinto do inferno!"

Durante culto, líder religioso criticou a cobertura de Samuel Vettori sobre coronavírus


O bispo Guaracy Santos e o apresentador Samuel Vettori
O bispo Guaracy Santos, da Igreja Universal do Reino de Deus, e o apresentador Samuel Vettori, do Balanço Geral RS, telejornal da Record

O apresentador Samuel Vettori estreou há uma semana na Record do Rio Grande do Sul, mas já sofre represálias por parte da Igreja Universal do Reino de Deus. Durante culto transmitido nesta segunda-feira (15), o bispo Guaracy Santos criticou uma fala do jornalista sobre coronavírus durante o Balanço Geral e sugeriu uma censura prévia ao recém-contratado da emissora.

"Você consegue se adaptar ao 'novo normal'? Inclusive, alguém liga para o pastor Carlinhos, da Record, e fala para ele avisar àquele apresentador novo lá que isso não existe dentro da nossa instituição não. Hoje eu estava vendo o programa do Samuel Vettori, ele mandando a gente se adaptar ao ‘novo normal’. O 'novo normal' está amarrado em nome de Jesus! Está repreendido e amarrado debaixo dos nossos pés. Vai para o quinto do inferno o ‘novo normal’! Esse novo normal a gente não quer! A gente quer o normal que a gente tinha!", esbravejou o bispo.

O "pastor Carlinhos", citado por Guaracy, é Carlos Alves, presidente do Grupo Record RS desde março. No mesmo culto, o representante da Igreja Universal admitiu ter se enfurecido com o discurso do apresentador em defesa das medidas de distanciamento social para impedir a propagação do coronavírus, e chamou de "filhos do diabo" os apoiadores do isolamento, como o governador Eduardo Leite (PSDB).

"Eu fui em casa almoçar, liguei a televisão para assistir ao jornal com a minha mulher, aí estava o apresentador nosso, da Record, falando: ‘Nós vamos ter que nos adequar ao novo normal’. Me deu uma raiva… No meu espírito, eu já dei um grito dentro da alma: ‘Estás amarrado em nome de Jesus!’ É ruim que a família Universal vai se adaptar ao fracasso. É ruim que a família Universal vai se adaptar à imposição dos filhos do diabo. É ruim que o nosso povo vai se permitir a ser bonequinho, de fantoche na mão desses endemoniados", afirmou o bispo, comparando as medidas a um "estupro".

"Pelo contrário, isso vai passar, e quando passar a gente vai sair mais forte e esse ‘novo normal’ nem vai nascer, vai ser abortado antes. Amém? A ideia do diabo é engessar a gente de tal maneira que a gente se adegue a essa situações de vergonha, de perda e de miséria. O que eles vão tentar fazer com a gente é estupro consentido", complementou.

Mais Notícias

Enviar notícia por e-mail


Compartilhe com um amigo


Reportar erro


Descreva o problema encontrado