Ex-casal

Fátima Bernardes comenta participação de Bonner no Conversa com Bial: "Bela entrevista"

Apresentadora abriu o Encontro elogiando o ex-marido


Fátima Bernardes
Fátima Bernardes elogiou William Bonner - Foto: Reprodução/Globo

Fátima Bernardes abriu o Encontro desta quarta-feira (27) mostrando o quadro de palavras que estão bombando nas redes sociais e deu destaque para a entrevista do seu ex-marido, William Bonner, ao Conversa com Bial. Na madrugada de hoje, o apresentador do Jornal Nacional abriu o jogo sobre a polarização política e dos ataques que está sofrendo.

“Muito destaque aqui para o Conversa com Bial e para William Bonner. O apresentador do Jornal Nacional foi entrevistado ontem pelo Pedro Bial. William revelou os ataques que vem sofrendo nas ruas e nas redes sociais de apoiadores do presidente [Jair Bolsonaro]. Ele falou do orgulho que tem de ser jornalista. Uma bela entrevista ontem”, elogiou a apresentadora.

O bate-papo entre o âncora do JN e Bial causou grande repercussão nas redes sociais. O jornalista admitiu que tem sido alvo de ataques constantes e por isso decidiu evitar sair nas ruas nos últimos anos.

“Eu tenho consciência que sou um símbolo. O que pra nós foi o Cid Moreira, nosso querido Cid Moreira, eu sou hoje pra alguns tantos milhões de brasileiros”, começou. “Eu sou o JN pra essas pessoas. E se eu sou o JN, eu sou o jornalismo da Globo. Eu sou a Globo, eu sou o jornalismo, eu sou a mídia, eu simbolizo muitas coisas pra muitas pessoas que não me conhecem”, continuou.

“A polarização chegou a um ponto em que minha presença em determinados locais públicos era motivadora de tensões. Quando eu percebi isso, percebi isso de maneira ruim, dentro de farmácia. Fui agredido verbalmente, insultado, desafiado”, explicou o jornalista.

Ataques contra Bonner

Fátima Bernardes comenta participação de Bonner no Conversa com Bial: \"Bela entrevista\"

Ele contou um dos episódios em que foi tomar café da manhã em uma padaria e uma mulher bêbada resolveu enfrentá-lo, deixando-o constrangido. “Ela se viu no direito não somente de me insultar em público e aos brados, ela fazia a 1,5 m de distância do meu rosto”, comentou.

“E eu não posso reagir a isso, apenas falava: 'Não faça isso'. E as pessoas ao redor num constrangimento atroz. E eu querendo me livrar de um insulto. Me sinto culpado de ser insultado na frente das outras pessoas e estragar o dia das outras pessoas. Elas estão tomando um café, comendo um pão na chapa”, acrescentou.

Bonner explicou que, desde 2018, ele vem em uma espécie de “isolamento social. “As minhas bochechas mostram que a minha quarentena não começou há dois meses. Minha quarentena começou no ano eleitoral de 2018”, declarou. “Tem gente hoje me aplaudindo que estava há dois, três anos, me xingando. E, tem pessoas que hoje estão me xingando que há dois ou três anos batiam palmas”, ressaltou.

Bial relembrou um momento em que eles foram recebidos com muito carinho em um local público e questionou se um dia será possível ver jornalistas sendo ovacionados pelas pessoas.

“Acho que não. Hoje, infelizmente, seria impossível isso, porque hoje você teria grupos para hostilizar a simples presença de uma câmera de televisão, da imprensa. Você poderia ser agredido fisicamente. Os tempos ficaram realmente diferentes e não melhoraram”, opinou Bonner.

Momento difícil

Em 2016, Bonner relatou que vivia períodos difíceis. Seu pai estava doente e todos os finais de semana, até sua morte, teve que ir a São Paulo de carro, pelo medo de ir de avião, pois segundo o jornalista, já era um tempo de muita hostilidade e risco para ele devido ao conteúdo político do Jornal Nacional, que dividia opiniões.

Ele encerrou a entrevista dizendo que tem que ter gratidão pelo carinho do público. "Isso é pra vida. Por isso hoje quando alguém chega com um celular e diz 'posso te incomodar?'. Não incomoda de jeito nenhum", sorriu.

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