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Prevenção

Coronavírus: Globo suspende rodízio no JN e define medidas de segurança aos jornalistas

Globo e GloboNews baixam medidas preocupadas com a saúde dos profissionais

Jéssica Senra no Jornal Nacional
Reprodução/Globo
Sandro Nascimento

Publicado em 18/03/2020 às 13:31:25

A Globo e a GloboNews tomaram medidas de segurança para manter a saúde dos seus jornalistas durante a extensa cobertura do coronavírus. Dentre elas, foi suspenso, de forma temporária, o rodízio de apresentadores das afiliadas no Jornal Nacional aos sábados, ficou proibido entrevistar pessoas com os sintomas da pandemia e houve a compra de máscaras N95 para suas cinco emissoras próprias (Rio, São Paulo, Minas, Brasília e Nordeste).

"Interrompemos temporariamente a vinda de apresentadores de afiliadas de outros estados para o JN, porque Rio e SP tem hoje transmissão comunitária. Diminuímos as viagens ao mínimo jornalisticamente necessário. A segurança do profissional em primeiro lugar", explica a Globo ao NaTelinha.

A emissora é sócia-fundadora do International News Safety Institute, organização internacional dedicada à segurança de jornalistas de guerra e em situações adversas.

"Desde janeiro compramos máscaras N95 para nossas cinco emissoras, não para permitir que jornalistas se aproximem de infectados, mas para caso haja necessidade (algum profissional apresentar sintomas na redação, por exemplo). Em todas as redações há álcool isopropílico e lenços descartáveis para que cada um limpe os teclados e telefones antes de usá-los, há sachês antissépticos nas ilhas de edição, álcool gel nas bancadas. É feita intensa campanha para que todo contato físico seja evitado", diz.

E completa: "Os microfones de mão são higienizados com Lysoform e os de lapela, com álcool isopropílico. Cada equipe tem Lysoform para desinfetar microfones após cada entrevista na rua. Álcool gel em todos os carros. Não entrevistamos pessoas com sintomas. Procuramos manter distância segura dos entrevistados. Estimulamos o envio de vídeos feitos pelo público em hospitais (com nome e de for ma a poderem ser checados), o que dispensa a presença física do repórter".

Mudanças na Globo

Coronavírus: Globo suspende rodízio no JN e define medidas de segurança aos jornalistas

Desde a última segunda-feira (16), a Globo retirou da grade o Mais Você, Encontro, Globo Esporte e o Se Joga e ampliou o tempo do jornalismo com informações do coronavírus. Além disso, preocupada com saúde dos artistas, diretores e profissionais, de forma inédita, a emissora encerrou todas as produções de dramaturgia nos Estúdios Globo, localizados na zona oeste do Rio de Janeiro.

No lugar das produções inéditas, a Globo escalou as reprises das novelas Malhação - Viva a Diferença (2018), Novo Mundo (2017), Totalmente Demais (2015) e Fina Estampa (2011).

Confira na íntegra a resposta da Globo e GloboNews ao NaTelinha sobre a seguranças de seus jornalistas na cobertura do coronavírus:

"A prioridade da Globo é informar o público porque informação é fundamental no combate à pandemia. Por isso, aumentamos o número de horas ao vivo de jornalismo no ar, tanto na Globo como na GloboNews. Mas sem descuidar da segurança dos jornalistas.

Somos sócios fundadores do International News Safety Institute e seguimos suas recomendações. Fomos o primeiro veículo brasileiro a dar curso de segurança em cobertura de conflitos (com especialistas estrangeiros), os primeiros a distribuir às equipes coletes à prova de bala licenciados e capacetes e carros blindados, a primeira a fornecer a todos capacetes leves que cobriam manifestação de rua: todos seguem protocolos rígidos de segurança.

Agora não é diferente. Desde janeiro compramos máscaras N95 para nossas cinco emissoras, não para permitir que jornalistas se aproximem de infectados, mas para caso haja necessidade (algum profissional apresentar sintomas na redação, por exemplo).

Em todas as redações há álcool isopropílico e lenços descartáveis para que cada um limpe os teclados e telefones antes de usá-los, há sachês antissépticos nas ilhas de edição, álcool gel nas bancadas. É feita intensa campanha para que todo contato físico seja evitado. Os microfones de mão são higienizados com Lysoform e os de lapela, com álcool isopropílico. Cada equipe tem Lysoform para desinfetar microfones após cada entrevista na rua. Álcool gel em todos os carros. Não entrevistamos pessoas com sintomas. Procuramos manter distância segura dos entrevistados. Estimulamos o envio de vídeos feitos pelo público em hospitais (com nome e de forma a poderem ser checados), o que dispensa a presença física do repórter.

Casa apresentador e repórter recebeu kit próprio de maquiagem. Maquiadores trabalham com máscaras cirúrgicas.

Profissionais de 70 anos ou mais, grávidas e profissionais com doenças pré-existentes que os coloquem em grupo de risco trabalharão compulsoriamente de casa. Todos os que apresentam sintomas leves de gripe e resfriados são mandados para home office enquanto perdurarem os sintomas. O objetivo é que quando haja alguém com coronavírus, o rastreamento epidemiológico possa tirar um número menor de pessoas de circulação (após avaliação criteriosa de risco feito por especialista).

Interrompemos temporariamente a vinda de apresentadores de afiliadas de outros estados para o JN, porque Rio e SP tem hoje transmissão comunitária. Diminuímos as viagens ao mínimo jornalisticamente necessário. A segurança do profissional em primeiro lugar".

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