Com Johnny Massaro

Emergência Radioativa: Série da Netflix retrata caso chocante ocorrido em Goiânia

Contaminação por Césio-137, em 1987, foi o maior acidente radioativo do mundo fora de usinas nucleares


Johnny Massaro na série Emergência Radioativa, da Netflix
Johnny Massaro é o protagonista de Emergência Radioativa, que estreia nesta quarta-feira (18) - Foto: Divulgação/Netflix

A série brasileira Emergência Radioativa estreia nesta quarta-feira (18) na Netflix. Protagonizada por Johnny Massaro, que dá vida a um físico, a história retrata a contaminação por Césio-137 ocorrida em Goiânia em setembro de 1987, considerado o maior acidente radioativo do mundo fora de usinas nucleares.

Com uma narrativa ficcional, Emergência Radioativa resgata os eventos reais e destaca o caos urbano gerado pela abertura de uma cápsula de uma máquina de radioterapia abandonada de uma clínica. O cloreto de césio-137, caracterizado por um pó azul brilhante, encantou moradores e ocasionou a tragédia na capital goiana há quase 40 anos.

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Em cinco episódios, o enredo destaca como médicos, cientistas e outros profissionais tentaram salvar as vidas das vítimas expostas à radiação. O elenco conta com Paulo Gorgulho, Leandra Leal, Tuca Andrada, Bukassa Kabengele, Alan Rocha, Antonio Saboia e Emílio de Mello, entre outros.

Criada por Gustavo Lipsztein, Emergência Radioativa tem direção geral de Fernando Coimbra – dos filmes O Lobo Atrás da Porta (2014) e Os Enforcados (2025) e da série Narcos (2015) –, que divide a direção com Iberê Carvalho – de O Homem Cordial (2019). A produção é da Gullane.

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Em setembro de 1987, em Goiânia, dois catadores encontraram uma cápsula de chumbo nas ruínas de uma antiga clínica abandonada. Eles venderam o material para Devair Ferreira, dono de um ferro-velho. Mais tarde, ele notou que o material emitia um brilho azulado, vindo de um pó fino em seu interior.

Devair levou o material para casa, mostrou para a família e deu parte do achado para amigos e parentes. A substância, porém, era altamente radioativa e alimentava uma máquina de radioterapia, que fora abandonada sem o devido cuidado.

As pessoas expostas ao Césio-137 começaram a adoecer rapidamente, sem explicação aparente. A esposa de Devair, Maria Gabriela, chegou a levar a cápsula para a Vigilância Sanitária, mas a queixa não foi levada a sério como deveria.

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Oficialmente, quatro pessoas morreram nos dias seguintes, incluindo Maria Gabriela e a filha do casal, Leide das Neves, de 6 anos. Devair fez tratamento de descontaminação, mas também morreu, sete anos depois. O acidente deixou centenas de pessoas com sequelas, como cânceres diversos e doenças renais e cardíacas crônicas.

O acidente de Goiânia foi mencionado no curta documental Ilha das Flores (1989) e retratado no longa Césio 137: O Pesadelo de Goiânia (1990), além de ser tema de outros documentários e livros. Também foi assunto de um episódio do programa policial Linha Direta: Justiça, da Globo, em 2007.

Os proprietários e responsáveis pelo local onde a cápsula foi retirada, foram condenados a pagar indenização por negligência. O caso teve repercussão mundial e acendeu o alerta sobre os perigos da exposição radioativa e a importância de protocolos rígidos ao lidar com materiais do tipo.

Assista ao trailer de Emergência Radioativa, nova minissérie brasileira da Netflix:

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