Malu Mulher: Globoplay resgata série feminista com Regina Duarte
Trabalho foi bastante lembrado nos últimos anos por conta dos posicionamentos da atriz
Publicado em 05/03/2026 às 14:30,
atualizado em 05/03/2026 às 14:31
O Globoplay resgatou nesta semana – às vésperas do Dia Internacional da Mulher, celebrado no domingo, 8 de março – a série Malu Mulher. Com teor feminista e uma linguagem inovadora para a TV brasileira no fim dos anos 1970, a atração contou com Regina Duarte no papel principal.
Malu Mulher foi bastante lembrada nos últimos anos por conta do posicionamento político de Regina Duarte. A atriz demonstrou apoio a políticos conservadores, o que para muitos soou como uma incoerência com sua trajetória. A série, afinal, foi um marco ao abordar temas progressistas.
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Exibido entre 1979 e 1980, o seriado retratava a condição de uma mulher emancipada por meio do cotidiano de Malu, uma socióloga que se divorcia do marido, Pedro Henrique, papel de Dennis Carvalho (1947-2026) e passa a criar sozinha a filha pré-adolescente Elisa (Narjara Turetta).
Malu Mulher foi ao ar em plena ditadura militar e tratou de tabus para a época, como aborto, orgasmo, homossexualidade, virgindade, métodos anticoncepcionais e violência doméstica. Esses assuntos são tratados de forma direta e colocaram o programa na mira da Censura Federal. Por conta das polêmicas, a atração chegou ao fim após a segunda temporada.
Vendida para vários países, a série também fez sucesso e recebeu prêmios no exterior. Namorados na época, Regina Duarte e o diretor Daniel Filho chegaram a receber uma homenagem em Cuba, onde a atriz virou estrela.
Por onde anda Regina Duarte?
Aos 79 anos, Regina Duarte está afastada da TV, dedicando-se às artes plásticas, com exposições e vendas de obras envolvendo materiais recicláveis. Também é presença ativa nas redes sociais, onde se manifesta sobre temas políticos e sociais – o que com frequência rende polêmicas.
O último papel na TV foi em Tempo de Amar (2017). Em 2020, a atriz deixou a Globo para assumir o cargo de secretária especial de Cultura do governo de Jair Bolsonaro. Ela ficou pouco no posto entre abril e maio daquele ano.