Esforço

Fernanda Vasconcellos lembra de frio congelante e dores após gravar cenas de novela

Atriz precisou trabalhar muito o corpo para gravações de A Vida da Gente


Fernanda Vasconcellos
Fernanda Vasconcellos gravou cenas na Argentina em pleno inverno rigoroso. Foto: Fabrício Mamberti/TV Globo
Por Diogo Cavalcante

Publicado em 12/02/2021 às 18:58,
atualizado em 12/02/2021 às 19:10

Fernanda Vasconcellos tinha 27 anos quando interpretou um de seus personagens mais densos na TV: a tenista Ana, de A Vida da Gente. Produzida em 2011, a novela de Lícia Manzo volta ao ar no dia 1º de março, como reprise emergencial na faixa das 18h da Globo. A atriz guarda lembranças de um bastidor leve e divertido, mas fisicamente problemático. É que muitas cenas exigiram muito do corpo da atriz, como enfrentar baixíssimas temperaturas na Argentina ou jogar tênis.

Quando perguntada sobre qual a cena mais difícil de ser gravada, ela foi direta. “Filmar os torneios de tênis. Me lembro do calor escaldante na quadra de saibro, dos baldes de gelo para aliviar as dores intensas no braço. Fisicamente, não foi fácil me adaptar a este esporte em tão pouco tempo. É preciso muita técnica para usar o movimento do corpo junto com a raquete para evitar as lesões”, contou, em entrevista distribuída pela Globo à imprensa.

Além de aprender a jogar tênis, Fernanda precisou desenvolver outros dotes para executar em cena. “Foram meses de aulas de tênis, curso de apneia (para as primeiras cenas na água), curso de mergulho para a cena do acidente. E tudo isso acontecia enquanto eu preparava o perfil psicológico da personagem. Foi um período intenso de comprometimento e dedicação”, relembrou.

Igualmente desafiador foi gravar sequências dos capítulos iniciais da trama em Ushuaia, cidade da Argentina localizada na Patagônia e considerada “o fim do mundo”. Vale ressaltar que o conteúdo foi filmado em julho de 2011, auge do inverno no Hemisfério Sul. “Algumas cenas foram adaptadas para locais fechados com calefação. Fazia tanto frio que era impossível dizer as falas sem bater o queixo e ranger os dentes, a gente mal conseguia se mover”, recordou.

Mas o desafio físico ficou em segundo plano diante de outras questões. As memórias afetivas são mais latentes: “Me lembro do frio na barriga e do sentimento de insegurança nos primeiros dias de gravação, mas, principalmente, me lembro que tínhamos um bastidor leve e nos divertimos muito ao longo desse processo.

Fernanda Vasconcellos lembra de frio congelante e dores após gravar cenas de novela

Briga das irmãs é a cena inesquecível da novela para Fernanda Vasconcellos

Toda vez que se fala de A Vida da Gente, vem à cabeça imediatamente a longa cena de discussão entre as irmãs Ana e Manuela (Marjorie Estiano), em que uma despeja sua mágoa para a outra. Nas redes sociais, passado quase dez anos de sua veiculação, a sequência ainda é bastante comentada e elogiada. E Fernanda Vasconcellos não tem dúvidas de que se trata do momento mais marcante.

“É um texto de imensa qualidade com uma gama de sentimentos que estavam guardados entre as personagens, provando por 'A + B' que ambas erraram ao longo da vida e que não havia vilã nessa história toda. Aliás, não há vilão em "A Vida da Gente", existem escolhas e ao longo dessas decisões temos que arcar com tudo que elas trazem”, refletiu.

A notícia da volta da novela foi comemorada pela atriz, que se surpreendeu com a grande aceitação do público à notícia. “Essa novela me marcou de forma muito positiva, não somente pela repercussão que ela teve, mas pela intensidade do processo. Eu esperava reações positivas, claro, mas confesso que fui surpreendida. Que bom que o público está demonstrando desejo em rever novelas antigas, e melhor ainda, saber que essa novela deixou tão boas lembranças”, avaliou.

A artista classificou Ana como uma “personagem complexa” e que lhe ensinou a superação. “Ana é uma personagem que tem força de vida. Sua superação é impressionante. Ao longo da sua trajetória, ela aprende que é preciso viver com sentimentos ambíguos, que a vida é uma constante transformação e que para existir é preciso usar a força que tem dentro de si”, analisou.

Por fim, ela elogiou o entrosamento com a equipe. “Novela é obra coletiva e o resultado final não poderia ser o mesmo sem o texto de Lícia Manzo, ou a direção geral de Jayme Monjardim e Fabrício Mamberti, ou a competência do resto do elenco ou de toda a equipe de produção. Houve uma sinergia e vontade de todos para que esse trabalho fosse levado ao espectador da forma mais real possível”, concluiu.

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