Feministas, quem diria

Cinco mulheres com ideais feministas em Éramos Seis

Estas personagens hoje seriam consideradas feministas; Entenda

Cinco mulheres com ideais feministas em Éramos Seis
Lola seria a primeira feminista da história em Éramos Seis - Reprodução/TV Globo

Publicado em 13/02/2020 às 05:55:00

Por: Taty Bruzzi

Nunca se discutiu tanto sobre feminismo quanto agora. A atual edição do Big Brother Brasil tem sido marcada pela união das mulheres dentro da casa e trouxe à tona sentimentos de empatia, apoio e sororidade às competidoras.

Já a novela de época Éramos Seis é cheia de conflitos familiares e de classes. Em meio a tantos dramas, o folhetim exibido pela TV Globo chama a atenção também por conter personagens fortes e com ideias à frente do seu tempo.

Se o remake escrito por Angela Chaves fosse uma história contemporânea não seria exagero afirmar que muitas destas mulheres hoje se encaixariam perfeitamente ao perfil de uma feminista. Saiba quem são elas.

[VEJA-TAMBEM]

Lola, a feminista clássica

Nossa protagonista inicia a trama como uma perfeita dona de casa, esposa submissa ao marido Júlio (Antonio Calloni), um homem machista e preconceituoso, e uma mãe dedicada aos filhos.

Ao enviuvar ela se vê diante de uma situação complicada. Com dívidas deixadas pelo companheiro de toda uma vida, a matriarca tinha duas alternativas para escapar da crise.

A primeira seria encostar-se aos filhos com idade para trabalhar e a segunda batalhar ao lado deles e foi justamente esta a escolhida. Pensando no bem-estar da família, Lola arregaçou as mangas e foi trabalhar fora.

Com mãos de fadas para a culinária, a heroína da novela das seis iniciou uma produção de compotas de doces e passou a vendê-las de porta em porta. Visionária, a mãe de Alfredo (Nicolas Prattes) praticamente se tornou empreendedora.

Através do apoio de Afonso (Cássio Gabus Mendes), a irmã de Clotilde (Simone Spoladore) fez uma espécie de parceria com o amigo que lhe ofereceu sua mercearia para colocar os doces à venda.

Nascia ali uma espécie de parceria ou sociedade, já que Lola entrava com a mão de obra enquanto o comerciante disponibilizava o capital inicial para a produção em troca da divisão dos lucros.

Adelaide, a feminista contemporânea

A personagem vivida por Joana de Verona é a feminista raiz. Aquela mulher que foge de rótulos e tabus, discute sobre igualdade de gênero, luta pelos direitos das mulheres e contra a divisão de classes.

Vinda de uma família tradicional paulistana, Adelaide é completamente avessa aos conceitos aplicados pela mãe Emília (Susana Vieira), uma mulher conservadora e preconceituosa.

Por ironia do destino, a milionária mandou a filha estudar na Europa na esperança de formar uma dama pronta para casar com um bom partido, mas o acesso a uma sociedade mais avançada fez da irmã de Justina (Julia Stockler) o oposto.

A moça chega à São Paulo quebrando todos os padrões da época. Os cabelos curtos, as roupas masculinizadas e o fato de dirigir não são nada perto do seu engajamento político, do seu conhecimento sobre a vida e da sua bagagem cultural.

O conflito com Emília piora ainda mais quando a feminista passa a ter um relacionamento nada convencional com o primo, Alfredo (Nicolas Prattes). 

Inês, a feminista idealista

Criada por um pai adotivo, Inês (Carol Macedo) dava sinais desde criança de que seria uma menina com visão à frente do seu tempo e foi exatamente isso o que ela provou ao se tornar adulta.

Namoradinha de Carlos (Danilo Mesquita) desde a pr=e-adolescência, a menina foi afastada do seu grande amor e de Afonso quando obrigada a se mudar com a mãe para a Bahia já que Shirley (Bárbara Reis) reatou com João Aranha (Caco Ciocler).

Inês sempre soube que o rapaz era seu pai biológico, mas nunca teve um carinho de filha. Nem mesmo enquanto enganada pelos pais, que a fizeram acreditar que o filho de Lola e o quitandeiro a abandonaram, ela mudou sua postura.

Dez anos se passaram, a moça se formou em enfermagem e passou a exercer sua profissão mesmo sendo filha de um homem rico. Ao descobrir a verdade, abriu mão da sua herança para voltar a morar com Afonso em São Paulo.

A jovem também reatou com Carlos e o recriminava por ter desistido dos seus estudos em prol da sua família, pois não achava justo que somente ele se sacrificasse, e reclamava da falta de atitude do rapaz.

Em breve, ela irá se alistar como voluntária para cuidar dos soldados feridos na guerra e perderá a virgindade com Alfredo.

Isabel, a feminista sonhadora

Criada ao lado de três irmãos, Isabel (Giullia Buscacio) tinha tudo para ser a mocinha ingênua da trama. Assim como a maioria das jovens na época, estudou para ser professora e idealizava um bom casamento.

Louca para começar logo a namorar, ela não pensou duas vezes antes de iniciar um romance com Lúcio (Jhona Burjak), o vizinho e amigo da família Lemos. Porém, seu desejo era viver uma paixão avassaladora e que a fizesse sentir borboletas no estômago.

Esta sensação só veio quando conheceu Felício (Paulo Rocha), um homem bem mais velho do que ela, durante um baile no clube da cidade. A essa altura, seu namoro com o irmão de Lili (Triz Paris) já estava frio uma vez que o casal não tinha muito em comum.

Sedutor, o tio de Marcelo (Guilherme Ferraz) logo conquistou a irmã de Julinho (André Luiz Frambach) que ainda tentou resistir aos encantos do advogado. Entretanto, mudou de ideia porque não deseja ter o mesmo destino de Clotilde.

A solteirona abriu mão do seu amor por Almeida (Ricardo Pereira) quando descobriu que ele já havia sido casado por medo de ser julgada pela sociedade. Assim como sua tia, Isabel também se apaixonou por um homem "proibido".

Felício ainda é casado no papel, pois o divórcio não era permitido naquela época. Então, a mulher que ficar com ele leva o título de amante ou amigada. Sem se preocupar que lhe apontem o dedo, a jovem preferiu assumir este amor ao invés de ficar sofrendo pelo resto da vida. Em breve, ela se entrega ao amado sem pensar no amanhã.

Soraia, a feminista moderninha

Filha de Assad (Wernner Schünemann), um dos comerciantes mais ricos e bem sucedidos de Éramos Seis, a personagem de Rayssa Bratillieri é a personificação da patricinha mimada.

Só isso já seria suficiente para descartá-la desta lista se não fosse o fato de Soraia ser muito determinada naquilo que deseja e não se prender a rótulos. Tanto que passa por cima da vontade do pai de vê-la se casar com um homem rico para ficar com Julinho, funcionário do turco.

Ardilosa, ela sabe que o marido de Karine (Mayana Neiva) dificilmente aceitará a filha ao lado de um pobretão. Então, com a ajuda da madrasta, a moça tem feito de tudo para ajudar o amado a subir na vida e ganhar pontos com o futuro sogro.

Cheia de defeitos, o pior dele é a desonestidade, a vilãzinha não pensou duas vezes antes de passar por cima de Lili como um trator a fim de separar a colega de escola do namorado e conseguiu.

Além de convencer Assad a levar Julinho com eles para o Rio de Janeiro, afastando o casal, a pilantra deu em cima do rapaz até conseguir fazê-lo trair a noiva que ficou em São Paulo.

Por fim, para segurar o jovem de uma vez, Soraia vai perder a virgindade com o irmão de Isabel e depois obrigá-lo a terminar o relacionamento com a filha de Genu (Kelzy Ecard) e assumir o romance com a filha do patrão.




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