Drama

Cinco fatos que provam que Amor de Mãe é a novela mais diferenciada da década

Amor de Mãe está no ar há quase 20 dias e não incluiu elementos clássicos de folhetim


Manuela Dias e José Luiz Villamarim
Manuela Dias e José Luiz Villamarim - Divulgação/TV Globo

Amor de Mãe está em pleno andamento e aclamada pela crítica. E não é por acaso: a autora Manuela Dias conseguiu dispensar elementos clássicos de um folhetim e fez sua primeira novela densa e acima da média ao longo da década.

Embora tenha havido outras que marcassem nesses últimos anos, Amor de Mãe está em outro patamar justamente pela ousadia em não apelar para o escapismo, soluções fáceis e reviravoltas mirabolantes.

O NaTelinha lista cinco fatos que tornam Amor de Mãe muito diferenciada das demais.

Confira:

Direção perfeita

Cinco fatos que provam que Amor de Mãe é a novela mais diferenciada da década

Manuela Dias e José Luiz Villamarim fazem uma das dobradinhas mais acertadas da TV. A "química" entre autor e direção artística precisa existir para fazer a novela funcionar, e nesse caso, transborda.

O entendimento recíproco já foi vista na minissérie Justiça, produzida em 2016, e o público pode se deleitar em uma direção precisa e acertada em todos os momentos.

Desde o posicionamento dos personagens, passando pelas execuções e planos, que é o próximo item da lista.

Plano-sequência, fotografia e tomadas

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O primeiro capítulo foi um excelente cartão de visitas, com um plano-sequência mostrando Magno (Juliano Cazarré), um dos filhos de Lurdes (Regina Casé), saindo do trabalho e se deparando com um motorista atropelado.

A sequência foi até cruzar com o carro de Thelma (Adriana Esteves), reunindo vários acontecimentos sem um único corte.

Trabalho difícil de se ver em produções, imagine em novelas, onde o ritmo é frenético e a produção, industrial.

O uso de travelling e câmera nervosa também são recorrentes em Amor de Mãe, que aproxima a história ainda mais do público e dos sentimentos provocados pelo folhetim.

Qualidade textual

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Esse item é chover no molhado. Manuela Dias tem um texto acima da média, unindo realismo e imprimindo uma verdade rara de ser vista no gênero.

Sem os didatismos e textos vergonhosos da trama anterior, Amor de Mãe prova que uma novela pode sair da zona de conforto e ousar, apesar de estar pagando um preço por isso, com uma audiência distante daquela que a Globo considere ideal.

A qualidade do texto da trama certamente fará com que ela seja uma das campeãs de exportação a partir de 2020.

Ausência de vilões e mocinhos

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Como o texto é realista, o conceito dos personagens não poderia ser diferente. Descrita desde o início como uma novela sem vilão, Manuela Dias cumpre isso à risca, apesar de postulantes à isso, como é o caso de Álvaro (Irandhir Santos).

Ao contrário de outras grandes novelas, onde as mocinhas bobocas e trouxas fizeram tanto sucesso, e vilões sem escrúpulos que ultrapassam o limite do insano ganharam cartaz, desta vez não há esses elementos em uma novela das nove.

Drama acima da média

Cinco fatos que provam que Amor de Mãe é a novela mais diferenciada da década

Ao invés das histórias de amor clássicas e rotineiras de como qualquer telenovelas, Amor de Mãe preza pela dramaticidade e densidade.

É uma sucessão de acontecimentos e fatos melodramáticos conduzidos pela autora e direção de maneira com que o telespectador fique fisgado na tela.

A capacidade de Manuela em fazer um bom drama, a um ritmo tão acelerado e longo como novela se mostra também diferenciado. A sensibilidade também transborda.

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