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Entrevista

Em "Éramos Seis", Ellen Rocche diz: "Enquanto me escalarem para fazer a gostosa é porque estou"

Ellen Rocche será uma dançarina de cabaré no remake de "Éramos Seis"

Ellen Roche
Ellen Roche será a dançarina Marion em "Éramos Seis" - Artur Meninea/TV Globo
Taty Bruzzi

Publicado em 18/09/2019 às 05:11:00

Ellen Rocche garante não se importar em ser escalada para papeis de "mulher gostosa" na televisão. A partir do dia 30 de setembro, a atriz volta às novelas no remake de "Éramos Seis", que substitui "Órfãos da Terra" na faixa das 18h da Globo.

Escrita por Angela Chaves, a trama é baseada na adaptação do autor Silvio de Abreu em parceria com o saudoso Rubens Ewald Filho, exibida pelo SBT em 1994. Com direção artística de Carlos Araújo, é inspirada no romance homônimo de Maria José Dupré, publicado em 1943, e que narra a história da Dona Lola (Gloria Pires), uma mulher batalhadora capaz de tudo pela felicidade da sua família. 

A novela tem início na Primeira Guerra Mundial, passa por toda a Segunda Guerra Mundial e termina no Estado Novo, marcando um período de grandes transformações sociais e comportamentais na sociedade paulistana.  

Intérprete da Marion, dançarina em um cabaré frequentado por Júlio (Antonio Calloni), marido da protagonista e por quem ela irá se apaixonar, Ellen Rocche se defende. “Eu falo que sou recatada e do lar, mas me escalam para fazer a destruidora de lares”, brinca.

Aos 40 anos, a atriz acredita que enquanto está sendo chamada para esse tipo de papel é porque tem se saído bem. “Enquanto me escalarem para fazer a gostosa é porque eu estou. Então, está ótimo!”, alega. “Não sei o porquê, mas eu devo fazer bem”, complementa. 

Em \"Éramos Seis\", Ellen Rocche diz: \"Enquanto me escalarem para fazer a gostosa é porque estou\"

Adepta da alimentação saudável e da atividade física, Ellen faz musculação 3 vezes por semana. Porém, como a Marion é uma personagem de época, para garantir o físico da dançarina ela deu uma pausa nos exercícios de peso e tem feito apenas aeróbico a fim de se desestressar. “Não existe milagre, é uma dieta saudável, exercícios e bem-estar", lista.

Voltando ao “gostosa”, ela destaca a boa fase em sua vida. “Eu estou bem! Feliz com o meu corpo, com a minha vida, com o meu momento profissional, afetivo. Estou ótima!”, vibra a atriz que namora há dois anos o Nutricionista Rogério Oliveira, de quem ficou noiva há cerca de um ano. “Ele me ajuda, é um parceiro incrível!”, elogia. 

Questionada sobre segredos de belezas, Ellen vê a mulher bonita como alguém feliz consigo mesma. “É se amar em primeiro lugar para depois amar o outro”, avalia. Amar o seu trabalho, independente do que faça. A gente tem que amar o que a gente faz”, opina.     

“Clarice Lispector escreveu que os olhos têm que ser bonitos porque exalam amor. Beleza é muito relativo. Às vezes, você olha uma mulher que não é muito bonita, mas ela tem borogodó, tem energia”, avalia.

“Você não vê a Gisele (Bundchen). Quando ela entra na passarela não tem para mais ninguém. A Gisele é maravilhosa! Mas se ela não tivesse aquela força interior, aquela estrela que ela tem, nada adiantaria. Então, eu acho que a mulher tem que se amar”, aconselha.

Em \"Éramos Seis\", Ellen Rocche diz: \"Enquanto me escalarem para fazer a gostosa é porque estou\"

Seguindo essa mesma linha de raciocínio, Ellen nega que vale a pena se submeter a tudo em busca da beleza. “Não! Como eu disse, beleza é bem-estar. É você estar se sentindo bonita”, afirma. 

“Se o seu nariz incomoda, você não se sente bonita, faz a plástica e se sente melhor, se for melhorar a autoestima é válido. Agora, não adianta você se internar em uma clínica, fazer mil plásticas e sair de lá triste, com a mesma energia que entrou”, pondera. 

Para finalizar, “Éramos Seis” vai entrar na questão do empoderamento feminino. Sobre o tema, a atriz não sabe se definir como feminista, mas declara que sempre sai em defesa da mulher. 

“Eu tenho um senso de justiça muito forte. Não visto uma camisa, não sou radical, mas procuro sempre ver o lado do outro e tentar entender o porquê de aquilo ter acontecido, porque não é só preto no branco. Existem outras visões”, analisa. “Não sei se eu sou uma feminista, mas eu defendo a mulher!”, conclui.

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