Bailarino campeão do "Dancing Brasil" perde para as dores, mas não descarta volta numa terceira edição

Reality apresentado por Xuxa Meneghel voltou nesta segunda-feira (24)

Reprodução

Publicado em 25/07/2017 às 15:59:31 , atualizado em 25/07/2017 às 16:01:35

Por: Sandro Nascimento com Thiago Forato

Na estreia da segunda temporada de "Dancing Brasil", nesta segunda-feira (24) na RecordTV, o público percebeu a ausência do bailarino campeão da primeira edição, Paulo Victor, que fez dupla com a atriz Maytê Piragibe.

Em conversa com o NaTelinha, o capixaba explicou o motivo de sua saída: "Tive uns problemas, por exemplo, na minha perna esquerda, na coxa e na psoas (músculo que liga a coluna vertebral às pernas). Tá inflamado e não tinha como começar um tratamento porque era difícil. Não conseguia começar, não dava pra tomar os medicamentos porque machucava de novo. Tinha que fazer uma pausa para poder melhorar".

O bailarino explica que sair do programa não era a decisão que gostaria de ter tomado, mas não descarta participar de outros temporadas do "Dancing Brasil" que vierem.

Sobre o prêmio que ganhou, um carro do modelo Tracker da Chevrolet, que custa a partir de R$ 82.990, Paulo Victor conta que decidiu vender. "Minha mãe tem uma dívida de uns R$ 20 mil no banco e queria poder pagar. Falei pra ela que antes de sair de Vitória, que se eu ganhasse uma grana eu pagaria todas as dívidas dela", revela o bailarino, que pretende pegar parte do dinheiro pra investir na carreira.

Confira a entrevista completa:

Por que você não voltou na nova temporada "Dancing Brasil"?

Paulo Victor - Então, eu venho de umas lesões ainda na primeira temporada, e estava muito difícil de melhorar. Porque a primeira temporada foi muito intensa, muito maçante em relação a serviço, carga horária, foi uma entrega muito grande da minha parte. Tive uns problemas, por exemplo, na minha perna esquerda, na coxa e na psoas (músculo que liga a coluna vertebral às pernas). Tá inflamado e não tinha como começar um tratamento porque era difícil. Não conseguia começar, não dava pra tomar os medicamentos porque machucava de novo. Tinha que fazer uma pausa para poder melhorar.

Minha cervical vinha travando muito. Travando demais, por conta do desgaste físico. Fiz uma ressonância achando que estava com alguma hérnia de disco, mas ainda não sei o resultado. Fora o desgaste emocional, que veio de muito trabalho e eu tô muito cansado, e achei que não fosse levar adiante devido a tudo que aconteceu. Achei que não ia conseguir executar um trabalho da melhor forma possível. Então, fui, como que posso dizer, humilde, em reconhecer que não podia dar meu melhor naquele momento. Achei que não era a hora de eu entrar.

Você está tomando medicamento agora?

Paulo Victor - Estou sim. Vou começar um tratamento na coxa e na cervical aqui em Vitória, agora que estou perto da minha família. Vou dar uma relaxada na musculatura pra ver se melhora.

Você estava ensaiando com a Alinne Rosa quando percebeu que não podia continuar. Quando você comunicou a produção, o que eles falaram?

Paulo Victor - Eu comecei a dançar com a Alinne Rosa e a partir do momento que fui dançando com ela... Na verdade, assim, eu tive um ensaio com ela. Naquele ensaio meio que caiu minha ficha que eu tava emendando uma temporada na outra e me passou um flash da primeira temporada que eu fiquei cinco meses trabalhando de segunda a segunda, eu imaginei: "Agora vai começar tudo de novo e meu corpo doi, minha perna doi e minha cabeça doi" (risos). Então, antes da gente começar a ensaiar valendo, resolvi sair. Liguei pro diretor do programa, o Marcelo Amiky, e ele foi super compreensivo. Como profissional queria muito que eu ficasse, disse que me admira e que seria muito legal o primeiro ganhador do "Dancing" participar do segundo.

Se tiver uma próxima temporada em meados do ano que vem, se surgisse um convite, você faria?

Paulo Victor - Acredito que sim. Como emendou uma na outra logo direto eu vejo que meu corpo tá falando comigo. Eu me escutei. Por mais que não fosse a decisão que eu queria ter tomado, tomei realmente porque meu corpo falou comigo.

Você saiu do "Dancing", você vai se tratar, enfim... Profissionalmente o que você quer pra você? Já foi sondado, quer seguir a carreira de dançarino ou toparia uma experiência como ator?

Paulo Victor - Eu vou muito no que as portas vão se abrindo, das oportunidades que vão aparecendo. Trabalho com dança, logicamente quero continuar nessa carreira, sempre tive sonhos de trabalhar em outras companhias, com outros coreógrafos, dançar fora do país, nos EUA, passar uma temporada na Europa e estou me programando pra no começo do ano que vem, ou final desse ano, ficar três meses lá fora, estudando, fazendo curso. Mas também quero fazer meu nome aqui no Brasil, então, talvez entrar em alguma companhia renomada no país, talvez se pintar algo como ator em uma novela, teatro, dependendo de como for, tenho muito interesse sim. Se a vida me levar pra esse destino, vou abraçar da melhor maneira possível.

Como tá seu contato com a Maytê Piragibe?

Paulo Victor - Encontrei com ela em São Paulo. A gente se falou, comemoramos um pouco nossa vitória, não consegui sair com ela pra comemorar lá no dia do programa. A gente conversa, troca uma ideia, gosto muito dela. Ela é uma pessoa muito bacana, abraça minhas ideias, incentiva tudo que eu quero fazer, entendeu? Não quero deixar apagar essa amizade.

Já pegou o carro?

Paulo Victor - Ainda não (risos). Tô esperaaaaando (risos). Mas é um processo meio burocrático, demora de dois a três meses.

Qual o modelo?

Paulo Victor - Se não me engano é um Tracker, a Chevrolet.

Nota da redação: O modelo 2017 do carro custa a partir de R$ 82.990.

Vai vender?

Paulo Victor - Eu vou vender. Queria ficar com ele uma semaninha pra tirar uma onda (risos) e depois vender, talvez pegar um carrinho mais barato, mais popular, bem baratinho. Bem baratinho entre as aspas porque não tem carro barato, e pegar o restante e investir, ajudar minha mãe. Minha mãe tem uma dívida de uns R$ 20 mil no banco e queria poder pagar. Falei pra ela antes de sair de Vitória, que se eu ganhar uma grana eu pagaria todas as dívidas dela. Como eu ganhei eu tenho que ajudar ela, tadinha.

A Maytê ia te dar uma ajudadinha...

Paulo Victor - Tô esperaaaaando! (risos). Mas é porque o dinheiro dela vai vir só depois... E pelo que ela me falou, é parcelado. Não é assim, ganhou, e já vai pra casa motorizado! É tudo demorado.

Como você está lidando com o assédio? A mulherada tá caindo em cima?

Paulo Victor - Rapaaaaaz, tô levando numa boa... Tentando levar na melhor possível. É meio complicado (risos). Na moral, levo numa boa assim... Aumentou, aumentou mesmo, mas tenho que levar da melhor maneira possível.

Já levou cantada de homem?

Paulo Victor - Eu fico meio com vergonha... É diferente, né? Todo mundo tem o direito de expressar o que sente da melhor forma, do jeito que eles quiserem (risos). Recebo com muito carinho essa demonstração de sentimento, tanto deles como delas.



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