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Comentaristas do "Jornal da Cultura" discutem no ar por operação Lava-Jato

Os ânimos continuam intensos

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Reprodução
Redação NT

Publicado em 27/09/2016 às 14:40:40,
atualizado em 01/11/2021 às 09:42:34

 

Os ânimos sobre os acontecimentos da Operação Lava-Jato no Brasil continuam intensos, e eles chegaram à TV Cultura na noite desta segunda-feira (26).

No "Jornal da Cultura", apresentado por William Corrêa, também diretor de jornalismo da emissora paulista, os comentaristas Marco Antônio Villa e Airton Soares discutiram ferrenhamente por conta de falas de Villa.

Comentando sobre a prisão do ex-ministro Antônio Palocci preso na Operação Lava-Jato, Villa se referiu a Gleisi Hoffmann, senadora pelo PT do Paraná, que condenou a operação, como "corrupta e bandida", e a Paulo Bernardo, também ex-ministro de Lula e seu esposo, como "bandoleiro".

"Em qualquer país sério, ela não estaria no Senado e ele estaria preso. Existe uma conspiração para bombardear a Lava-Jato. Esta senhora é a última que pode falar em ética", disse Marco Antônio.

Com pressa para adiantar o jornal, William chamou o intervalo logo depois, mas Airton protestou por não ter falado. "Fala Airton, mas tem que ser breve", disse o âncora. "Claro que tem que ser breve, ele [Villa] come todo o tempo", respondeu, dizendo que iria dar um enfoque diferente e discordando de Villa.

Neste momento, os dois começaram a discutir, já que Marco Antônio questionou a vontade de Airton de falar. "Eu só não falei mais porque ele fez o sinal para parar", disse o comentarista apontando para o apresentador, que respondeu: "Nós temos um jornal e tem toda uma dinâmica".

"Eu iria dar um enfoque totalmente diferente do que ele disse, eu discordo", disse Airton. Villa então comentou que, se fosse rebatido, gostaria de uma réplica, para a raiva de Airton: "Por que você tem que falar por último? Então eu não quero falar". "Não tem isso de falar por último, Villa", bradou William.

Airton mesmo assim falou, e pediu cautela na condenação de Gleisi e Paulo Bernardo: "A Gleisi e o Paulo ainda não foram condenados. As provas foram apresentadas, ainda tem a defesa, e está na mão do ministro que recebeu a denúncia, como outros que foram denunciados e não são criminosos ainda. O Villa tem uma denúncia contra ele, é bandido? Não".

Neste momento, Villa perdeu o controle e disse que o Ministério Público Federal tem provas de que são bandidos. "A grande questão é: vamos enfrentar os criminosos! Quem tem honra e tem caráter enfrenta os bandidos do PT!", bradou.

"Ótimo, mas você não foi condenado por difamação, calúnia e injúria. Ele não foi julgado. Eu não posso te chamar de bandido. Pensa no direito, pensa no direito", devolveu Airton. "Era só o que faltava... O maior ladrão do Brasil, Lula, ficar livre e eu ir para a cadeia. Eu penso no direito do trabalhador", respondeu Villa. "Você extrapola, isso sim", rebateu o colega.

A discussão parou por aí, porque William Corrêa precisou chamar o intervalo e continuar o jornal. O fato é o grande assunto do dia dentro da TV Cultura e está dando o que falar.

Veja o vídeo da briga, a partir do minuto 23:

 

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