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"JN" e "RJTV" mostram corpo de vítima de queda de ciclovia e são criticados

Fez muita gente lembrar de uma sátira feita pela Central Globo de Jornalismo

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Reprodução
Redação NT

Publicado em 22/04/2016 às 17:32:52,
atualizado em 10/05/2021 às 16:41:40

 

Com Fabrício Falcheti


A edição do "Jornal Nacional" desta quinta-feira (21) fez muita gente lembrar de uma sátira feita pela Central Globo de Jornalismo, em 1998, mostrando como seria uma versão sensacionalista do noticiário, indo para a linha "mundo-cão".

Isso porque, tanto o "JN" quanto o "RJTV" cobriram a tragédia da queda da ciclovia Tim Maia, na Zona Sul do Rio de Janeiro, que matou duas pessoas. A maior visibilidade, lógico, foi do "Jornal Nacional", que mostrou uma cena que, em outros tempos, só seria vista nos programas policiais mais violentos.

A mulher de uma das vítimas reconhece o corpo de seu marido na praia e diz que "quer se despedir dele". A cena foi mostrada apenas colocando um desfoque no rosto do morto.

Era possível ver seu tronco e também notar que a mulher estava apoiada nele. Bastou isso para a polêmica começar: todos acusaram a Globo de exibir as imagens apenas por alguns míseros pontos a mais no Ibope.

No Twitter, o espanto foi geral. No Facebook, sobraram críticas. "Nasci pra ver a Globo mostrar corpo no 'Jornal Nacional', se fosse no 'Cidade Alerta', a crítica falaria mesmo. Mas como não é", afirmou um internauta na rede social.

Se o objetivo era o Ibope, o "JN" falhou em sua missão: marcou 23 pontos de média no feriado, índice abaixo do normal que vem atingindo na Grande São Paulo, que é entre 27 e 29 pontos de média.

Em tempo

Em 1998, a Central Globo de Jornalismo fez um vídeo interno e que foi transmitido para estudantes no Rio de Janeiro na época, e recentemente teve um trecho que acabou viralizando na internet.

O vídeo mostrava uma versão sensacionalista do "Jornal Nacional", apresentada por Wlliam Bonner e Carlos Nascimento.

Em meio a manchetes como "sopa de presunto depois de acidente no Golfo Pérsico" e "A coisa tá feia nas ruas da Libéria", a sátira mostrava como seria se o principal telejornal do Brasil fosse para a linha popular ao extremo, o chmamado "mundo-cão". Veja: