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Roberta Piza, do "Fala Brasil", revela desejo de comandar programa musical

Em entrevista exclusiva, jornalista fala sobre carreira e comemora sucesso do noticiário matinal da Record


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Fotos: Divulgação/TV Record

Uma das jornalistas com mais tempo de Record na bagagem, além de ser bastante querida pelo público, Roberta Piza é uma pessoa musical.

Consome música durante todo o seu dia e nutre um sonho de ter um programa do gênero. Mas Roberta, que está na emissora desde 2006 e apresenta o líder de audiência nas manhãs do canal, o "Fala Brasil", desde 2009, também gosta muito do que faz atualmente.

Egressa da EPTV, afiliada da Globo em Campinas, ela entrou no noticiário em 2007, assumindo o bloco de esportes antes de passar para a ancoragem.

Em entrevista exclusiva concedida ao NaTelinha - uma das poucas dadas por ela -, Roberta explica o sucesso do telejornal que apresenta com Carla Cecato, fala também do "Aldeia News", programa de viagens que comandou na Record News, e também declara sua paixão pela música: "sou apaixonada por música. Toco piano e 'consumo' música o dia todo - no camarim, no carro, em casa, no piano, cozinhando, no banho, antes de dormir.... Me envolvo mesmo".

Confira a entrevista na íntegra:

NaTelinha - Você está na Record há muito tempo. Como você começou sua carreira e como chegou à emissora?

Roberta Piza -
Estou na Record desde dezembro de 2006. Comecei a carreira na EPTV Campinas, afiliada da Globo, como estagiária e acabei ficando 5 anos lá. Além de ter passado pela produção e edição, apresentava um programa diário ao vivo pra jovens, um programa esportivo aos sábados e a previsão do tempo. Em 2006 passei a apresentar o "Globo Esporte" local e em dezembro fui contratada pela Record. Comecei na apresentação do bloco de esportes do "Fala Brasil" e em 2009 me consolidei como apresentadora do jornal.


NaTelinha - Qual o maior desafio de se fazer o "Fala Brasil"?

Roberta Piza -
Acredito que apresentar um telejornal diário é um desafio muito grande e que todos vem passando por muitas mudanças ao longo dos anos. A Record, na minha opinião, tem muita responsabilidade nisso porque não teve medo de ousar.

Atualmente é fundamental para o telespectador a maneira como apresentamos e noticiamos um fato. E é aí que considero o "Fala Brasil" diferente dos demais. Repórteres de todo o País, editores, produtores e nós, na bancada, procuramos ter sempre uma linguagem simples, clara. O jornal é dinâmico, noticia tudo aquilo que está acontecendo no momento, no Brasil e no mundo, tem credibilidade, mas com um toque de informalidade e leveza. Aliar tudo isso é um desafio. A linha entre a formalidade e a descontração é muito tênue. É preciso saber dosar muito bem e acredito que achamos o tom. O Giro de Repórteres ao vivo por todo o País também é uma característica marcante do "Fala".
 

NaTelinha - O "Fala" sempre chega à liderança. O que os números de audiência representam para você?

Roberta Piza -
Superar a concorrência é ter a certeza da qualidade do nosso trabalho. É uma satisfação muito grande saber que o conteúdo que colocamos no ar e a maneira com que noticiamos os assuntos agrada ao telespectador. A responsabilidade com a notícia sempre vai ser a mesma, mas é importante não se acomodar com os números da audiência. Isso tem que ser um fator de motivação pra gente progredir cada vez mais.

NaTelinha - Uma das tendências mais recentes vem sendo a integração do jornalismo com o entretenimento, com matérias mais leves indo ao ar. Você fez um pouco disso no comando do "Aldeia News", na Record News. Qual foi o motivo da extinção do programa? Há projetos de retorno?

Roberta Piza -
O Aldeia News "nasceu" junto com a Record News. Foi um presente que a Record me deu. Ao mesmo tempo em que fazia parte da história do canal, apresentava um programa leve, descontraído, com muita riqueza em história, turismo e cultura. Falava sobre turismo, esporte de aventura e diversidade cultural do Brasil e do mundo todo.

A extinção do programa aconteceu de forma natural, quando, recentemente, o canal passou por uma reestruturação na grade de programação. Hoje, a Record News tem o foco na notícia. E os dados apresentados pelo IBOPE em fevereiro deste ano comprovam que a mudança deu certo. Segundo a pesquisa, a Record News foi o canal de notícias mais assistido pelos brasileiros em 2013. Fico muito feliz com isso. Tenho um carinho muito grande pelo canal.
 

NaTelinha - Há anos no "Fala Brasil", você já teve diversas companheiras de bancada e se mantém firme no posto. Pretende alçar novos voos num futuro próximo ou segue empolgada com o posto no noticiário?

Roberta Piza -
É uma satisfação muito grande apresentar o "Fala". E estar à frente do jornal há tanto tempo é ter a certeza da aceitação do telespectador e a confiança da Record no meu trabalho. A minha identificação com o "Fala" é muito grande porque faço parte do jornal desde o primeiro dia em que entrei na Record, em dezembro de 2006. Comecei apresentando o bloco de esporte, já que eu tinha um envolvimento grande com jornalismo esportivo e em 2009 assumi a bancada do jornal.

Apresentar o "Fala" meu deu a oportunidade de realizar muitos objetivos, como cobrir os Jogos Panamericanos do Rio (2007), e de Guadalajara, no México, em 2011; os Jogos Olímpicos de Inverno , em Vancouver, no Canadá e as Olímpiadas de Londres, em 2012, que a Record cobriu com exclusividade.


NaTelinha - Falando nessas competições olímpicas, o que você vê de diferente na organização de grandes eventos no exterior e no Brasil?

Roberta Piza -
Todos os eventos esportivos que eu cobri são organizados pelo COI - Comitê Olímpico Internacional. A organização e a estrutura de todos eles foram impecáveis. O que muda, nesses casos, são as características de cada país. O clima, o trânsito, a economia, a vibração das pessoas ... Tudo isso diferencia um evento do outro, embora organizado pelo mesmo comitê.

Com relação à comparação do Brasil com outros países, posso falar apenas do PAN do Rio. Estive lá e, ao contrário da preocupação de muitos acerca da estrutura, logística etc, posso garantir que não deixou a desejar pra nenhum outro evento que eu cobri. Tudo funcionou muito bem.

NaTelinha - O que você pensa para sua carreira no futuro, Roberta?

Roberta Piza -
Quanto mais tempo de bancada um apresentador tem, mais maduro profissionalmente fica, tem mais credibilidade, mais bagagem. Portanto, acredito que meu caminho seja esse - me consolidar cada vez mais como apresentadora de jornal.

É claro que paralelamente a isso posso tocar outros projetos. Adoro escrever, por exemplo. Tenho algumas ideias e vontade de, futuramente, escrever um livro. E sou apaixonada por música. Toco piano e "consumo" música o dia todo - no camarim, no carro, em casa, no piano, cozinhando, no banho, antes de dormir.... Me envolvo mesmo. Busco cantores e bandas por todo o mundo, arranjos e sons diferentes. Enfim... Quem sabe um dia eu não apresento um programa relacionado à música? Ficaria muito feliz.


NaTelinha - Por fim, como você se define como pessoa?

Roberta Piza -
Hum... Difícil, hein? (risos) A medida em que ficamos mais maduros entendemos que perfeição não existe. Mas nem por isso me acomodo. Tento, mesmo, todos os dias ser uma pessoa melhor. Não perfeita, mas melhor que ontem. É claro que "ser uma pessoa melhor" é muito relativo pra cada um. Pra mim se aplica, sobretudo, em ter mais gratidão a tudo o que tenho e à pessoa que me tornei, ser mais generosa e julgar menos, o que é extremamente difícil.

Alguns amigos próximos sabem que quando acordo digo pra mim mesma "se eu passar o dia de hoje sem julgar nada nem ninguém, vou me dar um presente incrível". Confesso que infelizmente até hoje não consegui. Mas eu chego lá.