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Chamas da Vida chega ao fim beneficiando atores secundários


O último capítulo de Chamas da Vida foi ao ar na noite da última terça-feira com sensação de dever cumprido. A trama de Cristianne Fridman sofreu com a difícil concorrência contra a reprise de Pantanal, com o Big Brother Brasil, com as mudanças de horário e mesmo assim se isolou como terceira novela mais assistida da nova fase da dramaturgia da Record. Ficaram para trás grandes títulos como a bem sucedida A Escrava Isaura e Vidas Opostas e pela frente, apenas Caminhos do Coração e Prova de Amor.

 


Fotos/Munir Chatack/Record

 

Entre os pontos altos de Chamas da Vida esteve uma maior dedicação aos atores secundários, que em alguns momentos ganharam visibilidade máxima e deixaram grandes nomes do casting da emissora atuando em segundo plano. Diferente dos autores da Record - e também da Globo -, Cristianne Fridman promoveu atores novatos ou esquecidos pela mídia em papeis importantes e decisivos, a fim de mostrar o talento que tinham.


O caso mais surpreendente dessa promoção esteve no famoso incendiário, fato que se estendeu nas últimas semanas como grande mistério da novela. No último capítulo a empregada Darlene, de Claudiana Cotrim e Léo, interpretado por Rafael Queiroga (foto/centro) se revelaram como incendiários misteriosos e autores de inúmeros crimes que até então eram credenciados a vilã Vilma, de Lucinha Lins. Claudiana e Rafael nunca atuaram em papeis de tamanha relevância.

 

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Outro investimento de Cristianne Fridman foi em André di Mauro (foto/direita), que deu vida ao pedófilo Lipe, responsável por grandes picos de audiência. Cogitava-se o nome dos mais conhecidos Luiz Henrique Nogueira e Petrônio Gontijo, que não puderam aceitar. André di Mauro, que nem contrato fixo com a Record havia assinado, aceitou e teve em Chamas da Vida um dos seus papeis mais renomados e elogiados de sua carreira.


A delegacia de Tinguá também foi bastante movimentada e foi cenário de diversos conflitos entre os próprios policiais. Quase todos eles protagonizados pelo pouco conhecido Zeca Carvalho, que dava vida ao corrupto Xavier, e por Ricardo Pavão na pele do delegado Fausto. Zeca Carvalho ganhou mais notoriedade quando as farsas de seu personagem foram descobertas. Elas eram tantas - e tão densas - que foram responsáveis pelos famosos ganchos no final do capítulo.

 

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Também pode-se citar outros exemplos, como o de Andréia Horta (foto/esquerda), a rebelde Beatriz. Ao longo de sua carreira, trabalhou em apenas 4 produções, sendo apenas 1 global - a minissérie JK. Andréia atuou na má-sucedida Alta Estação, protagonizou o sucesso Alice na HBO e novamente, teve em Chamas da Vida o momento mais destacante de sua carreira.


Embora Cristianne Fridman tenha dado importante destaque aos atores de menor renome em Chamas da Vida, essa prática não é inédita. Em Bicho do Mato, onde dividiu a autoria com Bosco Brasil, Cláudio Mauro, que dava vida ao vilão sentimental Hilton, ganhou espaço no decorrer dos capítulos. O papel de Cláudio começou como auxiliar de serviços gerais de um luxuoso prédio no Rio de Janeiro e terminou como cúmplice do vilão Ramalho, de Jonas Bloch, em suas maldades. O mesmo destaque ocorreu com Regina Sampaio, intérprete da governanta Frederica, que na reta final assumiu ser irmã de Ramalho e após sua morte, teve funções notáveis até o último capítulo.

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