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Revelação

Fábio Porchat fala de machismo e relembra perda da virgindade: "Foi mais uma pressão"

Ator explicou que se sentiu obrigado a fazer sexo pela primeira vez

Fábio Porchat
Fábio Porchat - Foto: Reprodução/GNT
Redação NT

Publicado em 19/05/2020 às 11:36:00

Fábio Porchat revelou que perdeu a virgindade aos 16 anos, mas por conta de pressão de amigos. Considerado um dos símbolos dos debates sociais do país atualmente, o apresentador se aprofundou no tema machismo e explicou que isso o prejudicou na adolescência, principalmente pela obrigatoriedade que foi imposta para ele ter seu primeiro relacionamento sexual.

“Sempre sofri bullying. Meus amigos tinham perdido a virgindade com prostitutas e eu ainda não. Até que meu amigo resolveu me levar em um puteiro, aos 16 anos. Isso se espalhou pelo colégio. Chegamos lá e descobrimos que não tinha expediente no dia porque a polícia tinha dado uma batida. Tive que pedir para os meus amigos mentirem por mim. Espalhamos que tinha rolado”, relatou o humorista para a revista Marie Claire Brasil.

Apesar da primeira tentativa não ter dado certo, Fábio insistiu em perder a virgindade e o fato ocorreu pouco tempo depois. “Um mês depois, rolou com uma. Mas não considero minha perda de virginidade”, disparou.

Na visão do artista, sua primeira vez ocorreu apenas um ano depois, quando fez sexo com uma namorada. “Foi mais pressão, uma obrigação. Considero minha perda de virgindade com minha namoradinha de 17 anos, um tempo depois”, completou.

Fábio Porchat e o machismo

O comediante explicou que viveu em um ambiente muito machista e relatou que ficou assustado quando foi brincar com os pôneis da sua irmã na infância. “Minha criação foi bastante machista, tanta nas pequenas quanto nas grandes coisas. A primeira vez foi quando queria levar os pequenos pôneis da minha irmã para brincar com minha melhor amiga, Carol. Quando peguei, minha mãe não deixou e gritou falando que era de 'veado'. Na hora, não sabia o que queria dizer, mas só podia ser coisa ruim”, comentou.

“Outro momento foi quando comprei a Playboy da Luiza Thomé, já na pré-adolescência. Meus pais descobriram e fizeram um escândalo. Lembro que guardei as páginas das mulheres paladas e joguei o resto da revista fora, no telhado do vizinho. Não se conversava sobre sexualidade. O que se aprendia sobre sexo era com pornografia comprava em bancas. Ou seja: mais machista ainda”, concluiu.

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