Confusão

Ex-presidente do Grammy denuncia assédio e corrupção

Deborah Dugan abriu o jogo sobre o evento

 Ex-presidente do Grammy denuncia assédio e corrupção
Prêmio do Grammy - Foto: Reprodução

Redação NT

Publicado em 22/01/2020 às 21:30:00

No ano passado, Deborah Dugan foi eleita a primeira mulher presidente da Recording Academy, entidade responsável pela organização do Grammy, mas foi demitida cinco meses depois de ter assumido o cargo, acusada de má conduta. Nesta quarta-feira (22), a executiva processou a instituição alegando que foi assediada sexualmente e que há irregularidades na parte financeira e votações da premiação.

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Segundo relatos de Deborah, seu afastamento aconteceu depois de três semanas que ela enviou um email para o diretor-geral de recursos humanos da Academia. No processo protocolado junto à Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego – espaço americano que fiscaliza a situação trabalhista dos Estados Unidos – ela faz várias denúncias contra a Recording Academy.

No documento, ela explica que há conflitos de interesses, negociações indevidas entre os membros do Conselho, irregularidades na votação em relação aos indicados ao Grammy, entre outros problemas. A executiva garante que nada acontece sem o aval do “clube dos meninos” – apelido dado aos executivos da Academia.

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Assédio sexual e corrupção na organização do Grammy

 Joel Katz, conselheiro geral da instituição, foi um dos nomes citados por Dugan. Ele foi acusado de ter cometido assédio sexual por chamá-la de “linda”, “querida” e explicando que tinha muito dinheiro, o que poderia oferecer viagens e conforto, além de ter tentado beijá-la, segundo palavras de Deborah. Katz negou o episódio.

Já Neil Portnow, antigo CEO da entidade, teria recebido uma acusação de estupro e Deborah garante que conversou com um psiquiatra e escutou que a relação sexual não foi consensual entre o empresário e a vítima – não teve seu nome citado.

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Por fim, a ex-presidente explicou que há muitos conflitos de interesse e compra de votos por influência. Ela afirma que há comitês secretos e eles decidem quem vai participar da Premiação, apesar da Academia ter mais de 10 mil membros na votação.

O Grammy acontece no próximo domingo (25), em Los Angeles, e reunirá os principais nomes da música. Claro que a denúncia caiu como uma bomba na indústria fonográfica, mas a tendência que o evento consiga chamar atenção do público.

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