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Irritação

Carlos Vereza avisa que romperá com Bolsonaro se ele fechar a TV Escola

"Não tenho como manter meu apoio", disse ator que até então era favorável ao presidente


Carlos Vereza
Carlos Vereza - Foto: Reprodução
Por Redação NT

Publicado em 24/12/2019 às 10:39:04

Carlos Vereza surpreendeu o público quando se mostrou favorável a vitória do presidente Jair Bolsonaro. Um dos poucos atores a apoiar publicamente o presidente da República, talvez ele mude de postura nos próximos dias caso o político confirme o encerramento da TV Escola.

De acordo com informações da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, Vereza irá retirar seu apoio a Bolsonaro se ele não renovar o contrato da instituição que cuida da TV Escola.

“Se Bolsonaro terminar com a TV Escola, não tenho como manter meu apoio”, afirmou Carlos, que apresenta no canal o programa Plano Sequência. A atração foi lançada em um evento na semana passada, tendo a presença de várias pessoas ligadas a Educação no Brasil.

O ator explicou que a produção contará a história do cinema brasileiro e é o único acontecimento importante na administração de Bolsonaro que favorece a cultura. “Até agora não fez nada na cultura, salvo a medida de Roberto Alvim de aumentar o teto de captação [da Lei Rouanet] para musicais”, declarou.

Carlos Vereza e TV Escola

Carlos Vereza não foi o único que se mostrou insatisfeito com a postura de Bolsonaro em relação ao TV Escola. A ACERP (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto) se manifestou publicamente explicando os motivos sobre a não renovação desagrada a classe.

A associação afirma que o trabalho deles é para que a educação no Brasil seja de qualidade e possa ter todos os tipos de debate em alto nível. “Estamos alinhados em defesa de uma educação pública de qualidade, que seja laica, inclusiva e democrática!”, declarou no comunicado.

O presidente declarou que a não renovação é pelo fato de todos os programas da TV Escola serem de esquerda e seguirem o pensamento de Paulo Freire, chamando por ele de energúmeno.

“Era uma programação [da TV Escola] totalmente de esquerda, ideologia de gênero, dinheiro público para ideologia de gênero. Então, tem que mudar”, falou Bolsonaro.

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