"Lamentável"

Fernanda Montenegro sobre ter uma arma: "perigo duplo, melhor pensar na Educação"

Para a atriz, nova lei sobre porte de armas é "lamentável"

 Fernanda Montenegro sobre ter uma arma: "perigo duplo, melhor pensar na Educação"
Fernanda Montenegro em cena que incendiou a web - Reprodução/TV Globo

Redação NT

Publicado em 31/05/2019 às 09:58:56

No ar em "A Dona do Pedaço", novela das nove que estreou na semana passada, Fernanda Montenegro foi um dos assuntos mais comentados nos últimos dias quando sua personagem, Dulce, atirou em Amadeu (Marcos Palmeira) e matou membros da família Matheus, colocando fogo na casa deles.

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Para a atriz, fazer a cena não foi fácil, como ela relatou numa entrevista concedida à Quem. "Era longa, fora das medidas de cenas de novela. Eram cinco ou seis páginas para você ter noção. Foi dentro de um movimento na cena, que aparentemente seria um encontro, mas diante de uma realidade assassina do oponente, a velhinha puxou um revólver e acabou com a raça dele".

De acordo com ela, foi uma cena complexa e que não se faz sozinha. Fernanda elogiou a direção: "soube pegar a hora certa. Mas demorou uma noite inteira para gravá-la".

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Questionada sobre a liberação do porte de armas, ela opinou: "é um perigo duplo. Pra você ter, vai ter que aprender a usar. Se é um momento que coloca-se a Educação em segundo plano, como é que você traz para primeiro o porte de arma, que de qualquer maneira exigiria também um aprendizado em cima do gatilho".

"Acho que é melhor pensar na Educação, Cultura, no saneamento básico, do que começar a gritar que todo mundo tem que ter uma arma qualquer. É uma aberração de proposta. Não prestigiar a Educação, não prestigiar a Cultura, não dar conta de um saneamento básico, que com um atendimento real, o povo passa a ter mais saúde. E vai se perder tempo com arma, lamentável", analisou.

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A nova lei de Estado do Controle de Armas de Fogo, assegura a todos os cidadãos que cumprirem os requisitos mínimos exigidos em lei o direito de possuir e portar armas de fogo para legítima defesa ou proteção do próprio patrimônio. Também reduz de 25 para 21 anos a idade mínima para a compra de armas no país; estende o porte para outras autoridades, como deputados, senadores e agentes de segurança socioeducativos; e retira os impedimentos para que pessoas que respondam a inquérito policial ou a processo criminal possam comprar ou portar arma de fogo.

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