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Band investe em filmes em meio à pandemia e comemora redução da exclusividade

Filmes como A Garota no Trem e Cinquenta Tons Mais Escuros foram destaques recentes do canal

A Garota no Trem e Cinquenta Tons mais Escuros
A Garota no Trem e Cinquenta Tons Mais Escuros fizeram parte do cinema 2020 da Band - Divulgação/Foto/Montagem
Thiago Forato

Publicado em 18/12/2020 às 04:35:00

A Band tem se destacado em 2020 por investir de maneira mais contundente no segmento de filmes. Em outros tempos, o investimento era restrito à Globo e SBT, que abocanhavam os maiores sucessos de Hollywood, mas recentemente, a emissora paulista exibiu títulos como A Garota no Trem (2016) e Cinquenta Tons Mais Escuros (2017), entrando também na briga por este filão. Segundo Paulo Egydio, Gerente de Mídias Audiovisuais da emissora, toda e qualquer negociação no mercado do meio tem seus níveis de dificuldade.

"A Band trabalha com parceiros muito próximos, e paralelamente, a prospecção quase diária de novos. Acredito que há consenso em relação ao custo da exclusividade contratual entre distribuidoras e canais. Esse é um ponto que tem deixado de existir nessa relação", comemora em entrevista ao NaTelinha.

Em média exibindo de seis a 10 filmes por semana, o profissional diz que as sessões de cinema fazem parte da grade há muito tempo, e ainda que estejamos com eles acessíveis, seja em streamings ou na própria internet por meio ilícitos, não há dúvida da importância do gênero. "O que temos feito atualmente é desenvolver melhor esse espaço, especificamente porque entendemos o tamanho da demanda e a importância dela", conta.

"Há um cuidado muito grande em relação à qualidade das sessões e a Band desenvolveu estratégias para que toda a programação dos filmes seja criteriosamente planejada" explica.

Os filmes ainda valem a pena?

Questionado se ainda vale a pena investir em filmes, Egydio acredita que sim. E exemplifica: "Durante o ano foi percebido um aumento nos números de audiência e total de ligados nas emissoras de TV aberta no país. Acreditamos que grande parte dessa audiência procurou - e procura - o conteúdo jornalístico para se atualizar sobre a pandemia. Porém, esse público permanece ligado na programação dos canais".

"É importante termos clara a diferenciação de público-alvo entre os diferentes serviços disponíveis no Brasil. Entre TV paga, TV aberta e streaming por exemplo. Em suma, o espaço [de filmes] se mantém extremamente relevante, independente do streaming, por dialogar de maneira mais abrangente com o público", acrescenta.

Ao citar a dificuldade de se garimpar bons títulos no mercado, afirma que tudo depende da disponibilidade e encaminhamento das negociações com as distribuidoras. "Normalmente entendemos e avaliamos o catálogo disponível das distribuidoras, se algo nos interessa, podemos iniciar uma negociação. Como disse, toda e qualquer negociação é particularmente trabalhosa. Independentemente do tamanho da distribuidora, seja pequena ou grande. Costumamos usar a expressão popular 'cada caso é um caso'", diz.

A Band vinha dado espaço aos filmes considerados cults no Cine Band Clássicos, que saiu do ar recentemente. Obras como Perfume de Mulher (1992), Entre Dois Amores (1985) e Confidências à Meia-Noite (1959) foram algumas obras exibidas. "Sempre nos entusiasmamos com os clássicos. Trabalhamos próximos à equipes de análise de audiência e estamos sempre abertos à repensar conceitos e estratégias. A partir do resultado dessas análises tomamos as decisões. O Cine Band Clássicos é um caso que esteve e está sempre no nosso radar", despista sobre uma volta da sessão.

Questionado se a Band planeja fechar parceria com algum estúdio de Hollywood em breve, se esquivou: "Isso se manterá em segredo. Fique atento aos próximos anos".

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