Denúncia

Sindicato acusa Globo de demitir funcionários em grupo de risco para coronavírus

Desligamento durante pandemia infringiria legislação; emissora nega acusação

Sindicato acusa Globo de demitir funcionários em grupo de risco para coronavírus
Sede da Globo em São Paulo (Foto: Reprodução/Google)

Publicado em 28/07/2020 às 04:15:41

Por: Paulo Pacheco

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e televisão no Estado de São Paulo acusa a Globo de demitir profissionais que estão no grupo de risco para o novo coronavírus, infringindo a legislação que protege o emprego de funcionários de serviços essenciais que tiraram licença médica durante a pandemia.

O NaTelinha apurou que a denúncia do sindicato surgiu após dois contratados da Globo terem sido dispensados assim que cumpriram afastamento em função da Covid-19 e retornaram ao trabalho. Os profissionais teriam doenças crônicas, colocando-os no grupo de risco para o vírus.

De acordo com o sindicato, funcionários contaminados pela Covid-19 ou do grupo de risco não podem ser demitidos porque executam serviço essencial, como a imprensa foi classificada no decreto 10.288, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro em 22 de março de 2020.

O sindicato também acusa a Globo de não abrir o Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT), "que pode ser feito também para doenças ocupacionais, inclusive por Covid-19", diz a denúncia.

"A empresa ignora os adoecimentos por conta da pandemia para depois demitir esses trabalhadores. Ainda não se sabe quais efeitos devastadores esse vírus poderá causar em sua já debilitada saúde", continua o texto do sindicato dos profissionais de rádio e TV.

Procurada pelo NaTelinha, a Globo nega infringir a legislação e afirma cuidar dos funcionários infectados com o novo coronavírus. O canal não confirma as demissões de profissionais do grupo de risco.

"Desde o início da pandemia, a Globo tem priorizado a prevenção e também o cuidado e o apoio a seus profissionais vítimas da Covid e se mantém, como sempre, atenta ao cumprimento da legislação", informa a emissora.

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