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Polêmica

Bolsonaro chama Globo de lixo e ameaça não renovar concessão

Presidente fez a ameaça em conversa com apoiadores e jornalistas

Bolsonaro durante posse presidencial
Bolsonaro ameaça não renovar concessão da Globo e chama emissora de lixo - Foto: Divulgação
Redação NT

Publicado em 30/04/2020 às 18:40:33

O presidente Jair Bolsonaro voltou a ameaçar não renovar a concessão da Globo, que vence em 2023, além de chamar a emissora de lixo. A frase controversa foi dita durante bate papo com jornalistas e apoiadores na frente do Palácio do Planalto na manhã desta quinta-feira (30).

Bolsonaro afirmou que a Globo deturpou sua frase. "Essa imprensa lixo chamada Globo. Ou melhor, lixo dá para ser reciclado. Globo nem lixo é, que não pode ser reciclado. Entrou o 'e daí' e depois insistiram a me fazer perguntas idiotas. Eu acabei entrando na deles. Essa imprensa lixo, porcaria”, disse o presidente.

Ele se referiu à cobertura feita pelos jornais da Globo, principalmente o Jornal Nacional, que mostrou Bolsonaro sendo questionado sobre o número de mortes no Brasil e dizendo “E daí”. Embora a emissora carioca tenha feito grande enfoque no tema, ela não foi a única, já que boa parte da imprensa falou do assunto na última quarta-feira (29).

Logo em seguida, Jair Bolsonaro ameaçou não renovar a concessão do canal. "Não vou dar dinheiro para vocês. Globo, não tem dinheiro para vocês. Em 2022... Não é ameaça não. Assim como faço para todo mundo, vai ter que estar direitinho a contabilidade, para que você [Globo] possa ter sua concessão renovada. Se não tiver tudo certo, não renovo a de vocês nem a de ninguém", garantiu.

Bolsonaro, Globo e a concessão

Embora Bolsonaro tenha ameaçado por mais de uma vez não renovar a concessão da Globo, que não vence durante o mandato do presidente, mas ele pode decidir um ano antes, a partir de 2022, se manterá ou não. Acontece que a prerrogativa não é exclusiva do cargo presidencial.

Embora Bolsonaro possa realmente barrar a concessão da Globo, ele precisa que o Congresso Nacional referende este tipo de decisão. Para derrubar um ato deste tipo, basta 2/5 dos deputados votarem contrários, o que representa 205 deputados.

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