Rivais

Vaidade, dinheiro e poder: As brigas entre as protagonistas de Sex and the City

Kim Cattrall e Sarah Jessica Parker não se davam bem nas gravações

Vaidade, dinheiro e poder: As brigas entre as protagonistas de Sex and the City
Protagonistas de Sex and the City - Foto: Reprodução/HBO

Publicado em 05/11/2019 às 07:30:00 ,
atualizado em 05/11/2019 às 10:20:42

Por: Naian Lucas

Uma das principais séries da TV americana, Sex and the City trouxe quatro protagonistas e embarcou no universo feminismo de mulheres classe média alta. Só que talvez poucos saibam que Sarah Jessica Parker e Kim Cattrall não mantinham uma boa relação na produção que durou entre 1998 e 2004.

Toda essa rivalidade teria começado por causa de uma diferença salarial entre as duas na série. Parker, que além de ser protagonista também trabalhava como produtora-executiva, ganhava alguns milhões a mais por temporada do que as outras três atrizes principais, entretanto, Cattrall foi a única que ficou insatisfeita e criou climão na produção.

A revelação foi feita pelo produtor executivo e roteirista do seriado, Michael Patrick King, em entrevista ao site The Hollywood Reporter. De acordo com a declaração do executivo, Cynthia Nixon e Kristin Davis não mostraram irritação com a diferença salarial, mas ele e sua equipe precisaram lidar com Kim.

“Kristin, Cynthia e Sarah Jessica se tornaram um grupo, e Kim nunca se juntou mentalmente”, disparou o diretor.

Após a série terminar, rolou boatos sobre o possível filme da produção, mas Kim dificultou. “Senti que após seis anos era hora de todas nós começarmos a lucrar junto com a marca Sex and the City. Quando nem todos concordaram, senti que era hora de seguir em frente”, contou a atriz.

O longa-metragem só aconteceu em 2008 e Cattrall continuou desabafando sobre sua relação com as outras atrizes. “Somos melhores amigas? Não. Somos atrizes profissionais. Temos vidas separadas. Sobre por que o filme demorou quatro anos para sair, ela afirmou que não foi apenas por motivos financeiros, mas que, em 2004, estava em um momento difícil de sua vida”, detonou.

As três ainda lançaram um segundo filme e se cogitou uma terceira produção nos cinemas, mas que nunca ficou no papel. A partir daí, o clima ficou mais pesado e Sarah e Kim não fizeram mais questão de esconder a antipatia uma pela outra.

Sex and the City 3

Quando o segundo filme foi lançado em 2010, Sarah e Kim passaram a apresentar um tom mais calmo para falar uma da outra. Contudo, com a intenção de lançar um terceiro filme para 2019, os ataques voltaram e com mais força.

“Fiquei chateada sobre o que aconteceu porque não lembro da experiência sendo assim. Era profissional, mas ficou pessoal porque foram anos e anos de nossas vidas”, desabafou Sarah.

Tablóides americanos publicaram que Kim teria recusado a proposta por causa de dinheiro. “Faz mais de um ano que eu disse não para Sex and the City 3. Não fiz exigência nenhuma, apenas não queria fazer outro filme. E é aí que entram as pessoas envolvidas na produção, especialmente Sarah Jessica Parker. Eu acho que ela poderia ter sido mais legal. Um ano depois, disse que fiz exigências malucas e por isso o filme não ia acontecer? Qual é o problema dela? Eu realmente nunca a entendi. Eu nunca pedi por mais dinheiro ou por apoio em outros projetos. Eu sempre disse um firme, claro e respeitoso não quando me ofereceram o terceiro filme”, explicou a atriz.

“Eu passei da linha de chegada interpretando Samantha Jones porque amava Sex and the City. Foi uma benção em tantos aspectos, mas após o segundo filme eu já tinha tido o suficiente. Não consigo entender porque eles não me substituem por outra atriz ao invés de perderem seu tempo fazendo bullying”, detonou Kim em entrevista a um jornal britânico.

Por fim, ela ainda deixou claro que quer manter distância da equipe da série. “Quero escolher com quem eu passo meu tempo pessoalmente e profissionalmente também. A vida é minha”, finalizou.

A influência de Sex and the City

Essa disputa por dinheiro não ocorreu por acaso. Sex and the City se tornou uma febre nos Estados Unidos e em outros países, inclusive o Brasil. A produção influenciava o estilo das mulheres norte-americanas.

Um dos principais debates levantados pela crítica americana acabou sendo o poder do feminismo. Muitos analistas diziam que o enredo era “antifeminista”, enquanto outros jornalistas elogiavam a trama por conseguir dialogar com várias mulheres, independente da sua idade.

Roupas, bolsas, maquiagens e acessórios chamavam atenção das telespectadoras e isso permitia que várias empresas procurassem divulgar suas marcas na série, alavancando o faturamento da produção.

Vale ressaltar que a trama é sobre Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), uma colunista que relata histórias sobre relações interpessoais e sexuais sem esperança. Ela mora em Nova Iorque e tem uma relação excelente com suas três amigas: Samantha Jones (Kim Casttrall), Charlotte York (Kristin Davis) e Miranda Hobbes (Cynthia Nixon).

Elas vivem suas vidas cheias de conflitos amorosos, no trabalho e também nas suas relações de amizades. Foi por conta do enredo que a produção conquistou milhões de fãs, mesmo Kim e Sarah não se dando bem nos bastidores.


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