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Chegou o dia

"Segundo Sol": Laureta revela a Remy que é sua irmã e o deixa atônito

“Nós temos o mesmo sangue correndo nas veias, porque somos irmãos de verdade”, diz a vilã

Laureta e Remy
Divulgação/TV Globo
Fabrício Falcheti

Publicado em 24/10/2018 às 06:00:21

No capítulo desta quarta-feira (24) de "Segundo Sol", o clima entre Laureta (Adriana Esteves) e Remy (Vladimir Brichta) vai ficar tenso mais uma vez. Isso porque a cafetina vai roubar os R$ 7 milhões que o malandro havia escondido no guarda-volumes da rodoviária antes de fingir a própria morte. É claro que o irmão de Beto (Emílio Dantas) não vai deixar barato.

Depois de ser abordado por um dos capangas da vilã e ficar sem a grana, ele vai ameaçar a cafetina de morte. Para convencer Remy a não matá-la, Laureta finalmente contará que os dois são irmãos.

Depois de ser roubado, Remy segue para a suíte de Laureta e fica esperando a vilã. “Surpresa, querida? Achou que ia desfrutar da minha grana impunemente?”, surpreende o malandro. “Pra que essa arma, Remy, ficou maluco? Do que é que você tá falando?”, diz, assustada. “Devolve meu dinheiro, cretina!”, ameaça, apontando uma arma pra ela.

Laureta ainda vai tentar convencer Remy de que não está com o dinheiro. Mas ele não é bobo nem nada e vai continuar pressionando a cafetina. Os dois continuam discutindo e trocando acusações até que Laureta percebe que o comparsa não terá coragem de atirar. “Você não consegue, eu sabia... abaixa essa arma, Remy”, pede. “Meu dinheiro, Laureta... se dou cabo de você agora nunca mais vejo a cor da grana”, explica. “Não é por isso... você não é um assassino”, conclui a cafetina. “A assassina aqui é você... mas sempre tem uma primeira vez”, continua o malandro.

A vilã continuará contando com sua intuição. “Eu lhe conheço melhor que você mesmo... Eu faço o que tiver que ser feito. Sempre cuidei do que era nosso, sempre cuidei de você, até matar já matei, sim, pra me proteger, proteger você, Karola (Deborah Secco)”, diz. “Cínica! Cuidou muito bem de mim, de Karola, usando a gente, roubando a gente”, acusa. “Quanta ingratidão! Sempre lhe dei guarida, lhe ajudei, você sempre foi bem-vindo em minha casa... salvei sua vida quando você roubou a droga, quando passou a perna naquele agiota, esqueceu? Consegui uma boa sociedade pra você na chantagem com Karola, lhe aceitei de volta quando nos traiu e ia vender nosso segredo pra marisqueira”, lembra.

Porém, Remy não se comove. “Me usou, me comprou... você acha que vou engolir essa, achar que no fundo você é uma alma caridosa, é isso?”, questiona. “Nós somos uma família, Remy”, diz Laureta. “Lá vem você com esses seus papos de novo... 'Temos que nos unir, somos uma família'... cansei dessa resenha, Laurex, não cola mais”, desdenha o homem. “Vai negar que sempre lhe ajudei, lhe defendi, como uma irmã?”, pergunta a cafetina. “Porque sempre foi de seu interesse”, acusa.

E nesse momento Laureta vai revelar o segredo do passado da família de Remy. “Não, porque nós temos o mesmo sangue correndo nas veias, porque somos irmãos de verdade”, revela. Remy fica chocado. “Como é que é?”, quer saber. “Eu sou sua irmã, Remy... Você é meu irmão, é sério”, dispara a vilã. “Agora você se superou! Isso tudo é pra meter a mão na minha grana ou é medo de tomar uma bala? Que piada de mau gosto, Laurex”, desdenha o malandro. “A gente tem o mesmo pai. Você é filho do Nestor (Francisco Cuoco), todo mundo já sabe disso na sua família, dona Naná (Arlete Sales) contou no seu velório”, revela.

Remy fica atônito. “Eu? Filho do Nestor? Que Nestor? Seu Nestor, da farmácia?”, questiona. “Sua mãe casou com Dodô grávida, Nestor tinha acabado de ir pro exílio... eu sou filha dele com outra mulher, a esposa dele na época... minha mãe surtou, pirou de vez, foi internada num hospício e nunca mais se recuperou depois que soube do caso dele com dona Naná. Eu era uma criança ainda... fiquei sem pai e sem mãe...”, continua Laureta.

Tonto, Remy tenta digerir as informações. “Eu... filho do seu Nestor... você tá falando sério? Minha mãe engravidou dele... meu pai não sabia?”, pergunta. “Só soube quando você tava dentro daquele caixão. Mas minha mãe sabia, eu sabia... a sua mãe destruiu minha família...”, diz a vilã. “Por isso você odeia a gente... odeia minha família”, acusa. “Eu nunca odiei você... eles sim... e eles não são sua família, eu que sou sua família, Remy, eu, sua irmã”, diz. “Eu sempre fui um peixe fora d’água com os Falcão, sempre fui o errado, o problemático... era isso... eu tenho o mesmo sangue ruim que você...”, conclui.

Remy coloca sua raiva pra fora, mas Laureta tenta acalmá-lo. “Eu cuido de nós dois há muito tempo, você lembra quando eu me aproximei de você? Fui eu que lhe botei na roda pra tar sempre perto de você, que lhe apresentei Karola, minha protegida... meu plano era casar vocês dois, mas a idiota se engraçou pro lado de Beto... percebe agora que sempre fiz tudo pra lhe manter junto de mim? Meu único irmão, a única pessoa que eu tinha no mundo...”, lembra. “Isso explica por que você nunca foi pra cama comigo! Você quase me traumatizou com isso, sabia?”, ironiza Remy.

Vendo que comoveu o irmão, Laureta se aproxima ainda mais. “ Você não presta... Gostou que ganhou uma irmãzinha de fé, camarada? Me dê cá um abraço, meu irmão”, pede. “ Você acha que vou cair nessa? Mesmo que isso seja verdade, você acha que vou engolir com farinha que você, Laurex, acredita no poder do amor em família? Essa é boa!”, resiste o malandro. “Eu acredito, uma família torta, mas acredito”, diz. “Você tava até agora mesmo mandando me seguir, afanou meu dinheiro”, acusa.

Laureta continua dissuadindo o irmão. “A gente vai conseguir muito mais. Você não disse sempre que eu precisava de um homem de verdade do meu lado? Chegou a hora, meu irmão! A parceria é nossa, eu e você! A gente vai arrancar todo aquele dinheiro de Karola”, sugere. “Quer que eu acredite que você é parceira de alguém? Se sou seu maninho, devia contar mais com a minha inteligência, Laureta! Você e Karola tão é na minha mão... eu posso dar as caras a qualquer momento e abrir que eu tô vivo, inocentar a marisqueira”, lembra. “E se juntar a ela atrás das grades?”, questiona. “Eu, o mais inocente, o mais enganado, preso por quê? Fui dopado, jogado num caixão, e ainda virei seu refém, tudo num plano seu, só seu, pra ferrar com Luzia... justo no momento que eu ia contar que Valentim era o filho dela? Quem vai acreditar que eu arrisquei esse corpinho lindo de quase ser cremado vivo? Vou dizer que quando acordei, tava num cativeiro, mas assim que consegui escapar das suas garras me apresentei, bonitinho, pra fazer justiça... Olha que lindo, vou virar filme de Hollywood que nem Beto Falcão! E ainda saio de bonito com a minha família!”, ameaça.

Firme em sua intenção de acalmar o irmão, Laureta não vai se deixar abalar pela ameaça. “Parabéns! Bravo! E vai conseguir o que mesmo depois disso? Um empreguinho de garçom no bar de caranguejo de seu Dodô? É isso que você quer da vida? Minha proposta é muito melhor! É ir pro exterior, viver nadando em dinheiro, livres dessa gentalha e desse paízinho tosco! Forma comigo, que a gente vai longe...”, afirma. Os dois se encaram e a vilã continua. “A gente é igual, Remy, não se contenta com pouco... Toma, tem uma bela quantia aí. Volta pro Rio de Janeiro, nada vai lhe faltar, nunca. Você não pode ficar aqui em Salvador... um dia vamos fugir juntos com tudo que temos, e mais a fortuna de Karola”, enrola.
Remy diz que não acredita em conto de fadas, mas Laureta não desiste. “Eu vou lhe provar que sou uma verdadeira irmã pra você. Hoje você fica aqui, já tá tarde, antes do amanhecer, tem que dar linha, voltar pro seu hotel cinco estrelas de frente pra praia de Copacabana... Vem cá, confessa que gostou de ganhar uma irmã... não se faz de durão, não agora, me dá um abraço, vai...”, pede.

Sem conseguir resistir mais, Remy vai acabar abraçando a irmã.

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